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Futebol

Empresa de Leila e Lamacchia deu aval à compra da SAF do Vasco

Documentos mostrados aos conselheiros do Vasco incluem a Crefipar, em que José Roberto Lamacchia tem 95% e Leila Pereira, 5%, entre as garantidoras da compra da SAF.

Leila Pereira e José Roberto Lamacchia
Leila Pereira e Jos[e Roberto Lammachia

A Crefipar, empresa do grupo Crefisa em que José Roberto Lamacchia tem 95% e a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, 5%, aparece como garantidora da compra da SAF do Vasco nos documentos apresentados aos conselheiros do clube carioca. A informação está na coluna de Rodrigo Mattos, no UOL, publicada nesta quarta-feira (7), dois dias depois de Leila classificar como boatos a ideia de que ela e o marido não se dedicam integralmente ao Palmeiras.

O dado não é novo em si. O aval da Crefipar já era conhecido desde que documentos da recuperação judicial do Vasco vieram a público. A novidade da coluna é o que consta no material mostrado aos conselheiros, num momento em que a oposição do Palmeiras já cobra a saída de Lamacchia do Conselho Deliberativo.

O que consta nos documentos

Segundo a coluna, o material traz o aval da Crefipar e de Marcos Lamacchia, filho de José Roberto e enteado de Leila, para que a Almirante SA compre a SAF do Vasco. A Crefipar foi a dona original da Almirante, que na época se chamava Top Gol.

Houve uma discussão posterior sobre trocar o garantidor da operação. No fim, a empresa foi mantida como interveniente garantidora, de acordo com a coluna.

95 %
É a participação de José Roberto Lamacchia na Crefipar, segundo os documentos descritos na coluna. Leila Pereira tem os outros 5%.

Por que a CBF entrou no caso

O aval levou a CBF a conceder uma liminar que impede novos negócios do grupo Crefisa com o Vasco até que o órgão decida sobre a análise de conflito de interesse na compra da SAF. Como a garantia já havia sido dada, a liminar não veda a operação em si, só o que viria depois dela.

O que Leila disse dois dias antes

Na segunda-feira (5), no lançamento da chapa Palestra, numa pizzaria da Zona Oeste de São Paulo, Leila falou aos conselheiros sobre o assunto. Pelo relato da coluna: “Dão a entender que a nossa dedicação não é integral” ao Palmeiras, disse a presidente, que pediu a aliados que a defendessem. Na mesma noite ela afirmou que, quando deixar a presidência, em dezembro de 2027, volta para as próprias empresas, como o Portal mostrou em Leila Pereira descarta o Vasco.

O grupo de oposição Ocupa Palestra pediu em 26 de setembro que Lamacchia deixe o Conselho, com base no estatuto, por entender que a participação da família no Vasco fortalece um rival, como o Portal mostrou no pedido de saída de Lamacchia.

O caminho até aqui

O caso já tinha chegado à CBF em agosto, quando o Flamengo pediu que as cautelares do Vasco alcançassem também a empresa aérea de Leila e Lamacchia, e a SAF do Vasco virou assunto até na busca do Palmeiras por um novo patrocinador master, como o Portal contou na crise interna ligada ao novo máster. O que a coluna acrescenta é a peça documental: o aval de uma empresa da presidente e do marido, e não só do filho dele.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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