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Futebol

Conmebol reitera suspensão de atleta do Palmeiras

Sede da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) na cidade de Luque, região metropolitana de Asunción, Paraguai (Foto: Henrique André/Itatiaia)
Sede da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) na cidade de Luque, região metropolitana de Asunción, Paraguai (Foto: Henrique André/Itatiaia)

O Palmeiras recebeu, com indignação, a manutenção da suspensão de quatro meses, de um de seus atletas, por denúncia equivocada de ato racista durante a fase de grupos da Libertadores.

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Nesta segunda-feira (04), o Palmeiras recebeu, com indignação, a notícia de que a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) decidiu não recuar na punição imposta ao clube, com a suspensão de Bruno Tabata, por quatro meses, por ato racista, supostamente, cometido pelo jogador.

Embora o meio-campista esteja atuando, por empréstimo, no Qatar SC, onde marcou três gols em sua estreia; caso retorne ao time de Parque Antarctica no segundo semestre de 2024, não poderá ser relacionado pelo técnico Abel Ferreira nas disputas da Libertadores.

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A decisão da entidade Sul-Americana diz respeito a um evento de discriminação racial, promovido por torcedores do Cerro Porteño, no Estádio General Pablo Rojas, em Asunción, no Paraguai, dia 24 de maio; quando os anfitriões, na fase de grupos do continental, perderam por 3 a 0 para o Palmeiras.

À beira do gramado, próximo do alambrado onde estavam integrantes da torcida paraguaia, jogadores do Palestra Itália foram ofendidos com gritos de “mono” – macaco em espanhol -, enquanto assistiam aos torcedores paraguaios reproduzindo os gestos feitos pelo animal.

Bruno Tabata, então, alertou coordenadores do estádio, apontando o ato racista e demonstrando como ele estava acontecendo. Desta forma, a Conmebol entendeu que o camisa 11 do Palmeiras foi quem desferiu as ofensas raciais à torcida do Cerro Porteño quando, na verdade, o jogador foi uma das vítimas.

O departamento jurídico do Verdão elaborou defesa expondo o fato de que não é possível existir racismo de indivíduo negro contra branco, sendo o gesto de imitação de um macaco uma ofensa específica à pessoas de cor negra; e vai recorrer da decisão.

Tabata tem contrato de empréstimo, com opção de compra em definitivo fixada em € 6 milhões (R$ 31,9 milhões, na cotação atual) com o Qatar SC, até a metade de 2024. Com o Palmeiras, o vínculo do jogador vai até o fim da temporada de 2026.

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Sobre o autor

Jornalista formado, carrego o verde no coração e nas palavras. Especializado em cobrir o Palmeiras, transformo paixão em análises técnicas e narrativas profundas. Acompanho cada jogo, treino e bastidores do Verdão, trazendo conteúdo exclusivo e autêntico. Minha caneta honra a história centenária Alviverde, conectando torcedores às emoções do clube que move minha carreira.

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