Pular para o conteúdo

Futebol

Com Marcos no gol, Palmeiras sofria o dobro de gols fora de casa na Libertadores

Em 57 jogos de Libertadores com Marcos, o Palmeiras sofreu 22 gols em casa e 46 fora. A final contra o Estudiantes será em campo neutro, em Montevidéu.

O ex-goleiro Marcos, na conquista do Palmeiras na Libertadores de 1999 (Foto: Acervo/Gazeta Press)
O ex-goleiro Marcos, na conquista do Palmeiras na Libertadores de 1999 (Foto: Acervo/Gazeta Press)

Nos 57 jogos de Libertadores que Marcos disputou pelo Palmeiras, entre 1999 e 2009, a equipe sofreu 22 gols em 28 partidas como mandante e 46 em 29 partidas longe de casa. É praticamente o dobro: 0,79 gol por jogo no Palestra Itália ou no Morumbi, 1,59 fora. O número reaparece agora porque a final da Libertadores será em jogo único, no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, contra o Estudiantes, sem mando para nenhum dos dois.

O nome do goleiro voltou à conversa da torcida quando Carlos Miguel comentou a comparação com Marcos. O levantamento olha para uma pergunta mais específica: o que mudava no Palmeiras dele quando a Libertadores saía de casa.

Marcos na Libertadores, em casa e fora

Em casa (28 jogos)

  • 19 vitórias, 8 empates e 1 derrota
  • 22 gols sofridos, média de 0,79 por jogo
  • 12 jogos sem sofrer gol
  • 62 gols marcados

Fora (29 jogos)

  • 8 vitórias, 8 empates e 13 derrotas
  • 46 gols sofridos, média de 1,59 por jogo
  • 5 jogos sem sofrer gol
  • 42 gols marcados

Em casa, uma derrota em 28 jogos

Como mandante, o Palmeiras com Marcos em campo venceu 19 vezes, empatou 8 e perdeu uma, o 1 a 0 do São Paulo, em 2005. Em 12 desses jogos não tomou gol. Fora, a conta se inverte: 13 derrotas em 29 partidas e apenas cinco jogos sem sofrer.

O time também marcou menos longe de casa, 42 gols contra 62, mas a diferença maior está atrás. Em 16 dos 29 jogos como visitante o Palmeiras sofreu dois gols ou mais. Em casa, aconteceu em cinco dos 28.

Altitude explica parte, mas não tudo

Dos quatro jogos fora em que o Palmeiras de Marcos tomou três gols ou mais na Libertadores, três foram em cidades de grande altitude: 3 a 1 e 4 a 2 para o El Nacional e o The Strongest, em 2000, em Quito e La Paz, e 3 a 2 para a LDU, em Quito, em 2009. O quarto foi o 4 a 3 do Corinthians, no Morumbi, em 2000.

Tirar esses três jogos não apaga o contraste. Sobram 26 partidas fora, com 36 gols sofridos, média de 1,38, ainda bem acima da média de casa. A diferença, portanto, não se resume a poucos resultados pesados em Quito e La Paz.

O que isso diz sobre Montevidéu

A decisão deste ano não é casa nem fora, e os números de Marcos não preveem nada sobre ela. Eles mostram como a Libertadores castigava o Palmeiras quando faltava o estádio e a torcida de casa, e que o time campeão de 1999 já tinha perdido por 1 a 0 em Cali antes de vencer por 2 a 1 em São Paulo.

Marcos só jogou duas vezes em Montevidéu pela competição, ambas no Centenário: derrota por 2 a 0 para o Peñarol, em 2000, e 0 a 0 com o Nacional, em 2009. São poucos jogos para qualquer conclusão, mas o cenário é o da final.

Os números consideram os jogos em que Marcos atuou e o resultado do time, não só as defesas dele, e mandante é quem tinha o mando da partida.

Levantamento exclusivo do Data Palestra, do Portal do Palestra.

O que você achou?

💬 Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Sobre o autor

Núcleo de dados do Portal do Palestra. Levantamentos exclusivos sobre a história e o desempenho do Palmeiras, feitos a partir de um acervo próprio de jogos, gols e escalações.

Ver perfil e matérias Como trabalhamos e corrigimos erros
Entrar no grupo