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Brasileirão 2026

Abel Ferreira critica gramado da Vila e diz que culpa é primeiro dos clubes

Antes de comentar o 0 a 0 com o Santos, o técnico do Palmeiras chamou o gramado de lamentável, pediu fiscalização e disse que os clubes não se organizam.

Abel Ferreira orienta o Palmeiras à beira do campo em Santos x Palmeiras, na Vila Belmiro
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

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Jogo e jogadores citados no texto

Abel Ferreira abriu a entrevista coletiva depois do empate por 0 a 0 com o Santos, nesta quarta-feira (28), com uma crítica ao gramado da Vila Belmiro. Antes mesmo de responder sobre a escalação, o técnico do Palmeiras disse que o campo não estava à altura dos dois clubes e cobrou uma regulamentação parecida com a dos principais campeonatos do mundo.

“Queria-vos convidar a ver se este gramado é do nível da grandeza das duas instituições. É lamentável”, afirmou. Abel fez questão de separar o estádio do campo: disse que a Vila é centenária e tem muita história, mas que deixar duas equipes jogarem num gramado naquelas condições é “inacreditável”.

A primeira coisa para haver um bom espetáculo é haver um gramado em condições.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, na coletiva depois de Santos 0 x 0 Palmeiras

O pedido à imprensa

O treinador pediu que os jornalistas fossem ver o campo de perto, e não pela televisão. “Não é ficar em casa a ver porque está verde, é vocês pegarem nos vossos olhos, nas vossas câmaras e ir ali fora e fazer o trabalho que ninguém faz. É fiscalizar a qualidade do gramado”, disse.

Mais tarde, voltou ao assunto ao falar do desgaste do elenco. “Antes de falar das substituições, da escalação, falem da qualidade da pista”, repetiu. Abel disse esperar que o departamento médico não aponte nenhuma lesão nesta quinta-feira por causa do campo.

“Cada um pensa no seu feudo”

Perguntado sobre o calendário, tema recorrente das entrevistas dele no Brasil, Abel ampliou a crítica e tirou o foco exclusivo da CBF. “A responsabilidade não é só da CBF, atenção. A responsabilidade é primeiro dos clubes, dos clubes que são incapazes de se organizar”, afirmou.

Para o português, se os clubes fossem unidos e pensassem no futebol brasileiro como um todo, o calendário e as condições de jogo seriam outros. “Cada um pensa no seu feudo. É uma pena”, disse. Ele citou ainda os jogos marcados logo depois da Data Fifa e a falta de descanso dos jogadores como problemas que se repetem.

“Isso não dá likes”

Abel lembrou que, na coletiva anterior, já tinha convidado a imprensa a uma reflexão sobre o calendário, e reclamou da pouca repercussão. “O que dá likes é o treinador do Palmeiras chutar o microfone. O que dá likes é o treinador do Palmeiras ser expulso”, disse. Na sequência, relacionou a falta de estrutura no futebol brasileiro aos resultados da seleção, que, segundo ele, não depende só de juntar bons jogadores, mas de processo, formação e continuidade.

O Palmeiras volta a campo no domingo (1º), contra o Vasco, no Nubank Parque, pela ida da semifinal da Copa do Brasil. A entrevista completa está no vídeo da coletiva, e a leitura do jogo, na análise do Portal.

Todas as entrevistas do treinador, em vídeo e na íntegra, ficam em coletiva de Abel Ferreira, atualizada depois de cada jogo.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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