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Jogo e jogadores citados no texto
O Palmeiras empatou com o Santos por 0 a 0 nesta quarta-feira (28), na Vila Belmiro, num jogo morno, de pouca intensidade e quase nenhum brilho. O time teve boas oportunidades, mas não conseguiu concluir. E ficou claro, desde cedo, que faltava perna: o Palmeiras fez o básico, administrou o clássico e saiu com um ponto que, olhando para o calendário, está longe de ser ruim.
A explicação está na agenda. Foram dez jogos em 30 dias, uma carga pesada para qualquer elenco, e ainda mais para um time que briga em três frentes ao mesmo tempo: o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Libertadores.
Um jogo morno, com o freio de mão puxado
O clássico nunca pegou fogo. A posse ficou dividida quase ao meio, e as chances claras foram poucas dos dois lados. O Palmeiras finalizou 14 vezes e acertou o gol em cinco, mas faltou o último passe certo, a chegada um segundo antes, a conclusão limpa. São detalhes que costumam aparecer quando o corpo não responde como a cabeça pede.
O cansaço apareceu também no número de faltas. O Palmeiras cometeu 17, contra oito do Santos, e levou quatro cartões amarelos, sinal de um time que chegava atrasado nas divididas. Quando a perna pesa, a falta vira recurso para não deixar o adversário correr.
Do outro lado, o Santos finalizou mais e encontrou Carlos Miguel em noite segura, com quatro defesas. O goleiro foi um dos responsáveis por o Palmeiras voltar da Vila com o ponto e com os clássicos de 2026 sem derrota.
Abel faz a gestão de energia
O Palmeiras está numa maratona, e Abel Ferreira sabe disso. A escalação já indicava cuidado, com Murilo e Lucas Evangelista entre os titulares. No segundo tempo, o técnico fez três trocas de uma vez: Arthur, Maurício e Larson entraram nos lugares de Piquerez, Andreas Pereira e Marlon Freitas. Depois, Vitor Roque e Felipe Anderson substituíram Jhon Arias e Flaco López.
As mudanças tinham dois objetivos: renovar o fôlego para buscar o gol e dividir os minutos de quem vem carregando o time na reta final. É a gestão de energia que o momento exige. Nesta quarta, ela não foi suficiente para ganhar o jogo, porque faltou um pouco de perna para suportar a intensidade até o fim. Mas preservou o elenco para o que vem.
A cabeça já está na Copa do Brasil
O Palmeiras não tem tempo para lamentar o empate. No domingo (1º), recebe o Vasco pela ida da semifinal da Copa do Brasil, e é natural que parte da energia já estivesse guardada para esse jogo. Em mata-mata, não há margem para chegar com o tanque vazio.
A sequência não dá respiro. Depois das duas semifinais contra o Vasco, o calendário ainda reserva a reta final do Brasileirão e a decisão da Libertadores, em Montevidéu. Escolher onde gastar força é parte do trabalho, e o clássico na Vila foi um desses momentos.
Por que o empate não foi ruim
Na tabela, o ponto mantém o Palmeiras colado no topo. O time chegou a 70 pontos, a mesma pontuação do Flamengo, que segue em primeiro porque tem uma vitória a mais e um jogo a menos. O rival ainda joga pela rodada, e não é qualquer jogo: é um clássico contra o Vasco, nesta quinta-feira (29).
O resultado no Rio vai definir o tamanho da briga. Se o Flamengo perder, os dois seguem empatados com 70 pontos e o mesmo número de jogos. Se empatar, o rival abre um ponto. Se vencer, abre três, uma distância grande, mas que cinco rodadas ainda podem desfazer. Antes disso, Abel explica as escolhas da noite na coletiva depois do jogo.
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