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Carlos Miguel
Ver jogadorA evolução de Carlos Miguel no gol do Palmeiras não saiu do acaso: saiu de relatório. O departamento de análise do clube produz levantamentos mensais, e um deles apontou que boa parte dos gols no futebol brasileiro nasce de chutes baixos. A conclusão virou exercício na Academia de Futebol.
O treino foi redesenhado em cima disso. O foco passou para defesas no raio de ação do goleiro — finalizações de perto e cabeceios à queima-roupa —, e a comissão passou a orientá-lo a atuar mais adiantado em bolas paradas, próximo à pequena área, para cortar antes o que chegaria em velocidade.
O que os números mostram
São 31 partidas com a meta intacta em 64 jogos, e uma média de 0,73 gol sofrido por partida. É o melhor índice do clube no século, ao lado do que Weverton registrou. A leitura importa porque Carlos Miguel assumiu a posição num contexto de transição, e a régua de comparação era justamente o goleiro que saiu.
O efeito no time inteiro
O goleiro é uma parte da conta. O Palmeiras tem a defesa menos vazada do Brasileirão, com 21 gols sofridos em 28 jogos, e termina metade das partidas sem ser vazado — número que sustenta a vice-liderança e a chegada às duas semifinais.
A sequência recente reforça: foi ele quem defendeu duas cobranças em Quito e colocou o time na semifinal da Libertadores, e é sobre esse alicerce que o time entra na reta final de 2026.
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