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O Palmeiras está na final da Libertadores pela oitava vez. Mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Fluminense nesta quarta-feira (21), no Nubank Parque, o time de Abel Ferreira venceu nos pênaltis por 5 a 3 e ampliou duas marcas que já eram suas: nenhum clube brasileiro chegou a tantas finais da competição, e nenhum brasileiro bateu o Palmeiras numa disputa de pênaltis na Libertadores.
O Fluminense começou melhor
Precisando vencer, o Fluminense foi para cima desde o início e teve a melhor chance do primeiro tempo, num bate-rebate na área que terminou com a finalização de Thiago Silva travada por Barboza. Antes, Carlos Miguel já tinha precisado sair da área para cortar um lançamento de Hulk para Savarino.
O Palmeiras escolheu outro caminho. Com a vantagem do 2 a 1 no Maracanã, recuou as linhas, deixou a bola com o adversário e esperou o Fluminense vir. A ideia de Abel era clara: segurar o jogo até o fim e levar o empate, que bastava.
A troca que mudou o time
O plano começou a ruir aos 17 minutos do segundo tempo, quando Abel tirou Flaco López para colocar Ramón Sosa. Sem o centroavante, o Palmeiras perdeu a referência para segurar a bola na frente e aliviar a pressão, e passou a defender mais perto da própria área. Sosa ainda teve duas chances, e Andreas Pereira perdeu a melhor de todas, livre, aos 33.
Quatro minutos depois, o Fluminense foi mais esperto. Wesley Natã, que tinha acabado de entrar, tabelou com Ganso e encontrou Hércules sozinho na entrada da área, numa falha de marcação do meio-campo. O chute colocado empatou o agregado e levou a decisão para os pênaltis. O Palmeiras terminou com 12 finalizações e só uma no gol.
A noite de Carlos Miguel
Nos pênaltis, a estrela foi de Carlos Miguel. Depois de Maurício, Gustavo Gómez e Ramón Sosa converterem, e de Thiago Silva, Hércules e Guilherme Arana empatarem, o goleiro pulou no canto esquerdo e espalmou a cobrança de Nonato. Piquerez e Marlon Freitas fecharam a conta.
A defesa tem peso de redenção. Na ida, no Maracanã, Carlos Miguel e Gustavo Gómez falharam no lance do gol de Wesley Natã, já nos acréscimos, que tirou o conforto de uma vitória por 2 a 0. Uma semana depois, foi ele quem garantiu a vaga.
Os recordes da noite
O que o Palmeiras ampliou na semifinal
- 8 finais de Libertadores Nenhum clube brasileiro chegou a tantas decisões da competição
- 7 em 7 nos pênaltis contra brasileiros Corinthians duas vezes, São Caetano, Cruzeiro, Sport, Atlético-MG e Fluminense
- Segunda final seguida Depois da decisão de 2025, contra o Flamengo, em Lima
- Gustavo Gómez O recordista de jogos do Palmeiras na Libertadores aumentou a marca
A série dos pênaltis está no levantamento do Data Palestra, e a marca de Gómez, na matéria sobre o capitão.
O que fica para a final
A classificação não esconde o alerta. Contra o Fluminense, o Palmeiras abriu mão do ataque cedo demais e pagou com um gol que quase custou a vaga. Na final, contra o vencedor de Flamengo x Estudiantes, segurar o resultado pode não bastar. A conta da premiação já passa de US$ 16 milhões, como mostra quanto o Palmeiras já ganhou com a vaga, e veja também as notas dos jogadores.
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