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Palmeiras sai na frente e consegue grande resultado no Rio

Palmeiras deixou o Fluminense ter a bola, cansou o adversário e atacou na hora certa; a falha no fim não diminui a vitória que deixa o time perto da final.

Os titulares do Palmeiras posam para a foto antes de enfrentar o Fluminense no Maracanã
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

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Jogo, jogadores e histórico dos adversários

O Palmeiras sai do Maracanã com uma vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense e com a vantagem do empate na volta da semifinal da Libertadores. Foi um resultado construído com paciência: o time deixou o Fluminense ter a bola, fez o adversário correr e escolheu a hora de atacar.

A estratégia de cansar o Fluminense

O Fluminense tem um time mais experiente, com Fábio, Thiago Silva, Hulk e Ganso entre os titulares, todos com mais de 35 anos. O Palmeiras jogou com isso. Fechou os espaços, fez 37 cortes e 12 interceptações e deixou o Fluminense trocar passes: foram 809, contra 354 do time paulista, e 70% de posse para os cariocas. Mas posse não virou chance. O Fluminense finalizou 11 vezes e acertou só três no gol.

Foi um jogo inteligente. O Palmeiras esperou o Fluminense vir, e quando o adversário se expôs, foi para cima. O primeiro gol saiu assim, no fim do primeiro tempo, com cruzamento de Piquerez e finalização de Flaco López.

A hora de ir para cima

No segundo tempo, com o Fluminense mais cansado, João Martins renovou o ataque aos 29 minutos, com Ramón Sosa, Felipe Anderson e Maurício. Ganso e Hulk saíram pouco depois. A troca deu fôlego ao Palmeiras, e o segundo gol veio de quem entrou: Felipe Anderson ajeitou e Marlon Freitas fez 2 a 0. Foram cinco finalizações no gol em sete tentativas, uma eficiência que decide jogo grande.

O que cada time fez com o que teve

Palmeiras

  • 29,8% de posse e 354 passes
  • 7 finalizações, 5 no gol
  • 2 gols

Fluminense

  • 70,2% de posse e 809 passes
  • 11 finalizações, 3 no gol
  • 1 gol

A falha no fim não apaga o resultado

O Palmeiras segurou o 2 a 0 até os acréscimos, mas no finalzinho, numa falha de Carlos Miguel e de Gustavo Gómez, o Fluminense diminuiu: Guga cruzou e Wesley Natã cabeceou. É o tipo de gol que tira o conforto de uma vantagem maior.

Mas isso não diminui a qualidade do resultado. Vencer no Maracanã uma semifinal de Libertadores, sem Abel Ferreira no banco e sem Vitor Roque, coloca o Palmeiras muito perto da final. Na volta, no Nubank Parque, qualquer empate classifica, como mostra o que o Palmeiras precisa na volta.

Agora, o Athletico

Antes da volta tem o jogo contra o Athletico-PR, no sábado (17), na Arena da Baixada. O Palmeiras é o segundo colocado do Brasileirão, com 63 pontos, um a menos que o Flamengo, e vai enfrentar o terceiro. Vai ter de ter cuidado para não perder e não sair da briga pelo topo, justamente na semana em que precisa dosar o elenco para a decisão.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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