
Os grupos de situação já comentam o assunto de forma efusiva e, ainda que de maneira velada, iniciam uma espécie de campanha pela empresária. Pelo menos foi o que percebi recentemente ao tomar um café no clube social.
Entre os argumentos, está a “qualidade da gestão” de Leila, que, segundo seus apoiadores, mantém nomes competentes no topo e acumula títulos desde a chegada da Crefisa ao Palmeiras. A contagem de conquistas, curiosamente, costuma ser feita desde que ela se tornou sócia, e não apenas presidente.
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Com dois mandatos completos, Leila quer o terceiro. E entende que, “se o trabalho é bom, deve continuar”. No entanto, após o fim da temporada 2025, muitos palmeirenses acreditam que a gestão não foi tão positiva assim e que o clube precisa de renovação.
Assembleia de sócios
Leila e seus aliados sabem que, caso a pauta do terceiro mandato chegue à Assembleia de Sócios, a aprovação tende a ocorrer sem maiores dificuldades. O motivo é simples: boa parte dos associados que frequentam o Palmeiras não tem ligação direta com o futebol. Para esse público, o que mais importa é a piscina limpa, a academia moderna e as aulas extras de pilates e ioga.
A atual gestão também realiza inúmeros eventos e festas, regadas a chope e boa comida. Convencer esse público, portanto, não é tarefa difícil — ou, na prática, já estão convencidos. Um novo mandato de Leila representa, para muitos, a garantia de mais melhorias no clube social.
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Nesta semana, por exemplo, a presidente participou da inauguração do Sports Bar, espaço que foi construído em uma área praticamente abandonada perto das piscinas. O associado ganhou mais um ponto de convivência e lazer.
É golpe ou não?
Se o processo de aprovação do terceiro mandato seguir o rito previsto pelo estatuto do Palmeiras, obviamente não será um golpe formal. Porém, na minha visão, a mudança seria antiética e desrespeitaria o documento que rege o clube. Seria como rasgar a “Constituição interna” do Palmeiras.
A meu ver, Leila deveria seguir outro caminho. Acredito que, caso não permaneça na presidência, buscará novos desafios — dificilmente aceitaria ocupar apenas um cargo no Conselho.
Nomes para presidente
Apurei algumas informações sobre um possível retorno de Maurício Galiotte, caso Leila não consiga alterar o estatuto. O ex-presidente é visto com bons olhos, principalmente por ser um palmeirense declarado e ter feito gestões sólidas, na visão de vários cardeais do clube.
Paulo Buosi, atual vice-presidente, também é apontado como um nome de confiança. Conheço ambos: Galiotte é metódico, administrativo e aberto ao diálogo; Buosi é mais agressivo, mas muito inteligente e persuasivo.
Com a eventual saída de Leila e a entrada de um dos dois, o Palmeiras não perderia em gestão. Pelo contrário — ganharia novamente um palmeirense raiz no comando da principal cadeira do clube.
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