
O Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou, na noite desta terça-feira (16), o orçamento do clube para a temporada de 2026. O documento prevê uma receita de R$ 1,2 bilhão e um superávit de R$ 11,2 milhões, e acabou aprovado por unanimidade, apesar do clima tenso durante a reunião.
O encontro foi marcado por críticas duras à gestão da presidente Leila Pereira, incluindo uma discussão direta entre a mandatária e um dos conselheiros presentes, informou o ge e apurou o PORTAL DO PALESTRA.
Críticas à gestão e discussão com Leila Pereira
Antes da votação, um conselheiro classificou a gestão como “incompetente”, criticou o desempenho esportivo da temporada — encerrada com os vices no Campeonato Brasileiro e na Conmebol Libertadores — e questionou os investimentos feitos ao longo do ano.
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Também houve críticas ao diretor de futebol Anderson Barros, além de reclamações sobre a postura do clube em relação à arbitragem. O conselheiro afirmou que o Palmeiras não teria se posicionado de forma firme contra “abusos de arbitragem” ao longo da temporada.
Outro ponto de atrito foi a possibilidade de alteração no estatuto do clube para permitir um terceiro mandato presidencial. O tema gerou debate acalorado, com o conselheiro afirmando que “não vai ter golpe”, o que levou a um embate direto com Leila durante a reunião.
Resposta de Leila e posicionamento sobre terceiro mandato
Em resposta às críticas, Leila Pereira voltou a assumir a responsabilidade pelos resultados esportivos do ano e defendeu a condução do clube.
A presidente reforçou que os vices ocorreram por erros do próprio Palmeiras e afirmou que o clube investiu dentro de suas possibilidades. “Vamos voltar mais fortes, corrigindo aquilo que foi feito de errado”, teria dito Leila aos conselheiros.
Sobre a discussão envolvendo um possível terceiro mandato, a dirigente negou qualquer irregularidade. Segundo ela, não há “golpe” caso o Conselho aprove uma eventual mudança estatutária.
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Detalhes do orçamento aprovado
O orçamento já havia sido analisado e aprovado pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) no último dia 2 de dezembro, antes de seguir para votação no Deliberativo.
Entre as principais fontes de receita previstas pelo Palmeiras para 2026 estão:
- Negociação de atletas
- Patrocínios e licenciamentos
- Direitos de transmissão
- Programa Avanti
- Bilheteria, premiações e arrecadação social
- Receitas ligadas ao Allianz Parque
Somente com o estádio, o clube projeta receber R$ 78,6 milhões em repasses da WTorre, sem contar a arrecadação com ingressos.
Premiações e vendas de atletas
O orçamento considera R$ 61,9 milhões em premiações, com projeções conservadoras de desempenho esportivo: quartas de final da Libertadores e da Copa do Brasil, semifinal do Campeonato Paulista e classificação para o G-4 do Brasileirão.
Já a receita com negociação de atletas foi estimada em R$ 399 milhões, baseada na média de vendas dos últimos três anos. O valor inclui também o reconhecimento integral da venda de Amanda Gutierres, que se transfere em definitivo para o Boston River, da NWSL, em janeiro de 2026.
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