
O Conselho Deliberativo do Palmeiras se reúne na noite desta terça-feira para votar a aprovação do orçamento do clube para a temporada de 2026. Apesar da pauta oficial, outro assunto voltou a movimentar intensamente os bastidores políticos do Verdão: a possibilidade de um terceiro mandato da presidente Leila Pereira.
O tema já havia sido debatido ao longo do primeiro semestre de 2025 e era tratado internamente como encerrado. No entanto, uma declaração da própria dirigente, concedida antes da final da Conmebol Libertadores, fez com que a discussão fosse retomada entre conselheiros e grupos políticos do clube.
Atualmente, o estatuto do Palmeiras prevê mandatos de três anos, com direito a apenas uma reeleição. Leila Pereira está em seu segundo mandato, que se encerra ao fim de 2027, o que, pelas regras atuais, impediria uma nova candidatura.
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Mesmo assim, há uma articulação nos bastidores para uma mudança estatutária que permitiria à atual presidente concorrer novamente. O assunto gera divergências dentro do próprio grupo de situação e também na oposição.
“Tem uma corrente no Palmeiras que pensa em alterar o estatuto para que eu fique mais um mandato. Alguns falam que é golpe, mas se você alterou o estatuto, é democraticamente. Se o associado diz que sim, e se eu gostaria de continuar mais um… só mais um”, disse Leila Pereira em entrevista à ESPN, no fim de novembro.
Mudança precisa da aprovação do associado
Para que qualquer alteração no estatuto seja aprovada, é necessária a votação favorável de 50% mais um dos membros do Conselho Deliberativo, o que representa cerca de 150 votos. Em caso de aprovação, o tema ainda precisaria passar por uma assembleia geral de sócios.
Embora o Conselho conte com ampla maioria de integrantes ligados à atual gestão, nem todos demonstraram apoio à proposta até o momento. Nos bastidores, há relatos de que nomes historicamente influentes da política palmeirense, como Mustafá Contursi e Arnaldo Tirone, podem ter participação relevante nas discussões.
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Mustafá, ex-presidente do clube entre 1993 e 2005, afirmou que ainda não tomou posição definitiva sobre o tema. Já Tirone, mandatário entre 2011 e 2013, não se manifestou publicamente.
Internamente, o assunto ainda é tratado com cautela. Pessoas próximas à presidente afirmam que Leila só apoiaria formalmente a mudança estatutária caso haja adesão ampla e respaldo político suficiente.
Dentro do grupo da situação, o nome do atual segundo vice-presidente, Paulo Buosi, aparece como sucessor natural. Também são citados como possíveis nomes para o futuro Everaldo Coelho, outro vice e aliado próximo de Leila, além de Maurício Galiotte, presidente do clube entre 2016 e 2021.
Até o momento, não existe uma proposta oficial de alteração do estatuto protocolada para análise do Conselho. A expectativa é de que, caso o tema avance, as discussões se intensifiquem a partir do meio de 2026, já que qualquer mudança precisaria ocorrer ainda no próximo ano para valer na eleição de 2027.
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