
O Palmeiras construiu mais do que a liderança nas primeiras 18 rodadas do Campeonato Brasileiro de 2026. Com 41 pontos conquistados, o time de Abel Ferreira criou uma margem que permite até uma redução de desempenho na sequência sem abandonar as principais referências de pontuação dos campeões nacionais.
Levantamento exclusivo do Portal do Palestra mostra que o Verdão precisa somar mais 36 pontos nos 20 jogos restantes para terminar a competição com 77. Essa é, arredondada, a média das pontuações alcançadas pelos campeões brasileiros desde 2006, quando a Série A passou a ser disputada por 20 clubes em 38 rodadas.
O cálculo considera todas as edições entre 2006 e 2025. Nesse período, a média dos campeões foi de 76,95 pontos, enquanto a mediana — o valor central das campanhas — ficou em 77,5.
Palmeiras pode diminuir o ritmo e ainda alcançar a média
A campanha do Palmeiras no Brasileirão de 2026 tem 12 vitórias, cinco empates e somente uma derrota. São 41 pontos de 54 possíveis, aproveitamento de 75,9%.
Para chegar aos 77 pontos, o Palmeiras precisa obter 36 dos 60 que ainda estarão em disputa. O aproveitamento necessário na reta restante cai para 60%.
Uma combinação possível seria de dez vitórias, seis empates e quatro derrotas. Não é uma previsão de resultados, mas uma forma de dimensionar a vantagem construída nas primeiras 18 partidas.
Na comparação direta, o Palmeiras já disputou 47,4% do campeonato e conquistou 53,2% dos 77 pontos usados como referência histórica.
| Meta final | Pontos necessários | Aproveitamento necessário | Exemplo em 20 jogos |
|---|---|---|---|
| 70 pontos | 29 | 48,3% | 8 vitórias, 5 empates e 7 derrotas |
| 77 pontos | 36 | 60% | 10 vitórias, 6 empates e 4 derrotas |
| 80 pontos | 39 | 65% | 12 vitórias, 3 empates e 5 derrotas |
| 81 pontos | 40 | 66,7% | 12 vitórias, 4 empates e 4 derrotas |
| 87 pontos | 46 | 76,7% | 14 vitórias, 4 empates e 2 derrotas |
Campanha atual projeta recorde do Palmeiras
Se repetir nas 20 partidas restantes o aproveitamento apresentado até agora, o Palmeiras terminaria o Brasileirão com aproximadamente 87 pontos. Seria a maior pontuação do clube desde a implantação do atual formato.
Nos quatro títulos palmeirenses na era dos pontos corridos, o time terminou com 80 pontos em 2016, 80 em 2018, 81 em 2022 e 70 em 2023. A média dessas quatro campanhas é de 77,75 pontos.
Para alcançar 78 e superar essa média, o atual elenco precisa conquistar mais 37 pontos. Um cenário possível seria de 11 vitórias, quatro empates e cinco derrotas, correspondente a 61,7% de aproveitamento.
A campanha de 2022 permanece como a maior referência do clube. Para igualar os 81 pontos daquela temporada, o Palmeiras necessita de mais 40: 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas seriam uma das combinações possíveis.
Liderança oferece margem, mas não garante título
Os números mostram uma situação favorável, mas não permitem tratar o campeonato como definido. Em 2025, por exemplo, o próprio Palmeiras terminou com 76 pontos e ficou com o vice-campeonato. O Flamengo foi campeão com 79.
A pontuação necessária depende diretamente do desempenho dos concorrentes. Os 70 pontos que deram o título ao Palmeiras em 2023 poderiam não ser suficientes em campeonatos mais disputados. Em 2019, o campeão chegou aos 90.
Por isso, as metas representam referências históricas, não uma linha matemática capaz de garantir a taça.
O principal ganho proporcionado pela largada de 2026 está na margem de segurança. O Verdão não precisa sustentar obrigatoriamente os mesmos 75,9% das primeiras rodadas para continuar em ritmo compatível com campanhas campeãs.
Defesa ajuda a explicar a vantagem
O Palmeiras marcou 30 gols e sofreu 13 nas primeiras 18 partidas. Além da liderança, o time chegou à paralisação com a melhor defesa do campeonato e saldo positivo de 17 gols.
A consistência defensiva também reduz a necessidade de grandes placares. O Verdão venceu oito de seus 12 jogos por apenas um gol de diferença. Isso representa dois terços das vitórias no campeonato.
O dado reforça uma característica da campanha: o Palmeiras não depende exclusivamente de goleadas para pontuar. A equipe conseguiu transformar partidas equilibradas em vitórias e sofreu somente uma derrota.
O desempenho do Palmeiras com e sem Abel Ferreira também mostra a importância da manutenção do padrão competitivo durante a reta decisiva.
Próxima meta está em 50 pontos
Antes de pensar nos 77, 80 ou 81 pontos, o Palmeiras pode trabalhar com objetivos menores. A primeira referência é chegar aos 50, o que exige mais nove pontos.
Depois, o time pode mirar os 60 e entrar nas rodadas finais já próximo das campanhas campeãs. A divisão em blocos evita que a vantagem atual seja interpretada como garantia antecipada.
O próximo compromisso será contra o Coritiba, no Couto Pereira. A partida marca o início de um período em que o Palmeiras terá de administrar o Brasileirão ao lado dos confrontos eliminatórios da Libertadores e da Copa do Brasil.
A sequência após a intertemporada mostrará se a pausa preservou o padrão responsável pela melhor largada do clube no atual formato.
A conta indica que existe margem. O título, porém, continuará dependendo da capacidade de transformar essa vantagem matemática em regularidade durante os 20 jogos restantes.
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