
A nova lesão de Paulinho tem um contexto que os números do acervo do Portal do Palestra deixam mais claro do que qualquer boletim médico: desde que chegou, o atacante esteve em campo em pouco mais de um a cada cinco jogos do Palmeiras.
A conta é simples. O time disputou 125 partidas no período; ele participou de 25 — exatamente uma a cada cinco.
O que o time fez enquanto ele se tratava
Em 2025 o Palmeiras jogou 76 vezes, com 45 vitórias, 16 empates e 15 derrotas. Em 2026, até aqui, são 49 jogos: 32 vitórias, 10 empates e 7 derrotas.
Nesse intervalo o clube foi campeão paulista, chegou às quartas de final da Libertadores e da Copa do Brasil e sustenta 70,8% de aproveitamento no Brasileirão. Flaco López assumiu a artilharia da temporada com 21 gols.
Não é uma constatação contra o jogador — é a medida do problema. O Palmeiras montou um time competitivo sem contar com uma peça pela qual pagou como se contasse.
Vinte por cento é pouco para um camisa 10
Um atacante de referência costuma participar da maioria dos jogos de uma temporada. Vinte por cento é o tipo de número que aparece em jogador de fim de carreira, em quem chegou no meio do ano ou em quem passou a temporada inteira no departamento médico. No caso de Paulinho, é a terceira hipótese — e ela se repete desde 2025.
O detalhamento das interrupções está em quantos jogos Paulinho perdeu por lesão, e o diagnóstico desta semana em nova lesão do atacante.
O que muda daqui para frente
Com Jhon Arias e Ramón Sosa também fora, o ataque de Abel Ferreira fica reduzido a Flaco López e Vitor Roque como referências. A discussão sobre ir ao mercado, que o treinador levantou depois da venda de Allan, ganha um argumento a mais — e desta vez com número em cima.
Os dados de cada temporada estão nas campanhas do Palmeiras em 2026, atualizadas jogo a jogo.
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