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Jogo e jogadores citados no texto
O Palmeiras entra em campo nesta quarta-feira, às 19h de Brasília, no Rodrigo Paz Delgado, jogando por um empate para chegar à semifinal da Libertadores. Se vencer, resolve também uma conta que não é só dele: nenhum clube brasileiro bate a LDU em Quito há mais de cinco anos.
A última vez foi em julho de 2021, quando o Grêmio ganhou por 1 a 0 na capital equatoriana, com gol de Léo Pereira, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. De lá para cá, time brasileiro nenhum saiu de Quito com os três pontos.
O que sustenta a série
A explicação mais repetida é a altitude, e ela pesa. São 2.850 metros, e o efeito principal não está no fôlego do jogador: no ar rarefeito a bola viaja mais rápido, desce menos e muda o cálculo de quem cruza, chuta de longe ou sai do gol. Foi por isso que o Palmeiras fez trabalho específico com o goleiro antes da decisão.
No caso alviverde, o histórico local também é curto e ruim: são quatro jogos oficiais disputados em Quito e quatro derrotas, duas delas contra a própria LDU. O retrospecto geral contra os equatorianos, porém, é favorável ao Palmeiras, com quatro vitórias em sete jogos e 14 gols marcados.
Por que a conta de hoje é diferente
Todo tabu tem um contexto, e o desta noite favorece o visitante como raramente favoreceu. O Palmeiras não precisa vencer: o empate classifica e uma derrota por um gol leva a decisão aos pênaltis. É a LDU que precisa de dois gols, e isso obriga os donos da casa a se expor.
Há ainda um detalhe defensivo a favor. O time não sofre gol há quatro partidas, sequência que começou no empate com o Santos pela Copa do Brasil e passou por Botafogo, pela própria LDU na ida e pelo clássico com o São Paulo.
Quem passar encara o Fluminense, que eliminou o Platense na terça-feira e já espera na semifinal.
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