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Jogo e jogadores citados no texto
O cartão vermelho que Abel Ferreira recebeu em Quito, aos 20 minutos do segundo tempo, não foi um episódio isolado de uma noite tensa. Foi o décimo quinto da passagem dele pelo Palmeiras.
A conta corre desde outubro de 2020, quando o português assumiu o clube. São, portanto, quinze expulsões em quase seis anos — e não em uma temporada, como o volume de episódios recentes pode sugerir.
O que aconteceu contra a LDU
O árbitro colombiano Wilmar Roldán mostrou o vermelho direto depois de o treinador reclamar de uma falta não marcada em Andreas Pereira, perto da linha lateral. Abel deixou o campo e acompanhou de fora a virada da LDU e a classificação nos pênaltis.
O ritmo não acelerou
A sensação de que as expulsões viraram rotina recente não se sustenta quando se olha a série inteira. Em maio de 2023, dois anos e sete meses depois de assumir, Abel já somava oito expulsões e 42 cartões amarelos. De lá para cá foram mais sete vermelhos em três anos e quatro meses.
Ou seja: o treinador era expulso a cada quatro meses no primeiro período e passou a ser expulso a cada cinco meses e meio no segundo. A média geral da passagem é de uma expulsão a cada 4,8 meses. O que cresceu, e muito, foi o cartão amarelo: 45 novos em pouco mais de três anos, mais do que ele tinha acumulado em toda a primeira metade do ciclo.
O preço da décima quinta
A expulsão em competição da Conmebol gera suspensão automática no jogo seguinte do torneio. Na prática, Abel não estará no banco na ida da semifinal contra o Fluminense. No Campeonato Brasileiro ele também está fora neste domingo, contra o Grêmio, mas por outra punição: cumpre a segunda das três partidas impostas pelo STJD.
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