
O Conselho Deliberativo do Palmeiras suspendeu por nove meses o conselheiro José Corona Neto, protagonista de uma troca de ofensas com a presidente Leila Pereira numa reunião do conselho. A punição foi aprovada nesta segunda-feira (19), por 121 votos a favor, 42 contra e 33 abstenções.
Os conselheiros aprovaram o relatório da comissão de sindicância que analisou o caso. Durante a suspensão, Corona fica afastado dos debates oficiais do conselho e de todas as funções representativas no clube.
Como começou o caso
O episódio aconteceu numa reunião de dezembro, que discutia o orçamento de 2026. Em discurso ao microfone, Corona criticou a gestão do futebol e as finanças, citou números de negociações de jogadores que a diretoria considerou incorretos, disse que quem não entende de futebol não pode presidir o Palmeiras e chamou o diretor de futebol Anderson Barros de incompetente.
Leila pediu a palavra em seguida e respondeu chamando o conselheiro de covarde, fracassado e desequilibrado. A sessão terminou em bate-boca no plenário, e a presidente acionou a sindicância que levou à punição.
Briga também na Justiça
Corona levou o caso à Justiça comum, onde tenta responsabilizar Leila civilmente pelas declarações feitas contra ele. Não há informação sobre o andamento dessa ação, e nenhuma das partes se manifestou publicamente depois da votação.
O caso se soma a outros capítulos da política interna do clube, como a movimentação da oposição no Conselho Deliberativo. Dentro de campo, o Palmeiras vive semana de semifinal da Libertadores contra o Fluminense.
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