
A Polícia Civil de São Paulo fez uma operação contra o cambismo de ingressos do Palmeiras e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão na capital, na Grande São Paulo e no interior do estado. Um suspeito foi preso em flagrante, depois de a polícia encontrar uma arma sem registro e munição em uma das residências.
A investigação partiu de uma auditoria interna do clube, que apontou suspeita do uso de robôs para comprar grandes lotes de ingressos e revendê-los a preços mais altos. O inquérito foi aberto a pedido da presidente Leila Pereira, depois que foram identificadas falhas no sistema de acesso por reconhecimento facial do estádio.
O que a polícia apreendeu
Foram apreendidos celulares, notebooks e documentos com dados pessoais de torcedores. A Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva, que atua em conjunto com o clube, suspeita do uso indevido de dados de cadastro e de reconhecimento facial para vender ingressos em plataformas não autorizadas.
Os próximos passos
A polícia vai analisar o material apreendido para identificar os suspeitos, dimensionar o esquema e descobrir de onde vieram os dados. A investigação continua. A matéria não relaciona a operação a um jogo específico. Para a semifinal da Libertadores, os 4.000 ingressos do Palmeiras esgotaram na segunda-feira (12).
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