
Em sua sede em Luque, no Paraguai, a Conmebol realizou o sorteio dos grupos da Libertadores. O evento ocorreu nesta segunda-feira (17) e o Palmeiras ficou no Grupo G.
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Cabeça de chave do Grupo G, o Palmeiras, e outros times do Brasil, terão um grande desafio nesta edição da Conmebol Libertadores. A definição dos grupos do torneio e da Copa Sul-Americana trouxe adversidades logísticas significativas para os clubes brasileiros, que terão de enfrentar longas viagens e demais problemas.
Os sorteios, realizados sem considerar distâncias ou condições geográficas, impuseram roteiros complicados para algumas equipes, especialmente quando o assunto é altitude. Na terceira rodada da fase de grupos da edição passada, o Palmeiras sofreu para vencer o Independiente del Valle por 3 a 2, em Quito, no Equador, a 2.850 m do nível do mar.
No quesito ar rarefeito, o Palmeiras enfrenta um dos maiores desafios na Libertadores. O time de Abel Ferreira terá de jogar contra o Bolívar, no Estádio Hernando Siles, em La Paz, Bolívia, a 3.638 m do nível do mar. O histórico de brasileiros nesse estádio é desafiador; apenas três times conseguiram vencer a equipe boliviana como visitante.
Em 1983, o Grêmio triunfou sobre o Bolívar, em La Paz. Em 2020, o próprio Palmeiras também conquistou êxito jogando na altitude e o Internacional, há dois anos, em 2023, foi o terceiro time brasileiro a vencer na Bolívia. Em 2024, o Flamengo enfrentou Os Celestes na fase de grupos e nas oitavas de final, com duas derrotas na casa dos bolivianos.
Em 2025, o Rubro-Negro terá outra missão em altitude enfrentando a LDU em Quito, a 2.850 m de altitude. Já o São Paulo, sem o desafio da elevação, terá pela frente um adversário complicado, o Talleres que, em 2019, impôs a pior campanha do Tricolor na história da Libertadores, quando o time foi eliminado na fase prévia.
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ANÁLISE DO SORTEIO DOS GRUPOS DA CONMEBOL LIBERTADORES 2025
GRUPO F DA LIBERTADORES CONCENTRA CLÁSSICOS E LONGAS DISTÂNCIAS
O Bahia, que volta a disputar uma edição de Libertadores após longo hiato, caiu no mesmo grupo do Internacional, o F. Curiosamente, os clubes estiveram juntos na mesma chave em 1989, última vez que os baianos jogaram o torneio. Nas quartas de final daquele ano, os times se encontraram novamente, com resultado favorável ao Colorado.
O reencontro aconteceu poucos dias depois da lembrança da final do Campeonato Brasileiro de 1988, realizada em fevereiro de 1989, justamente entre Internacional e Bahia. Na ocasião, os baianos venceram por 2 a 1 no Estádio da Fonte Nova, em Salvador (BA) e, no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), empataram por 0 a 0, conquistando o título.
O Grupo F ainda reserva um clássico continental. Internacional e Nacional (URU) já se enfrentaram 12 vezes na Libertadores, com cinco vitórias para cada lado e dois empates. Em 1980, o Nacional foi campeão em cima do Inter, que se vingou em 2006, quando deu início à trajetória rumo ao título inédito com uma vitória por 3 a 0 sobre os uruguaios.
Além disso, o Grupo F impõe a maior distância a ser percorrida por um brasileiro no torneio. O Internacional terá de ir a Medellín, na Colômbia, para encarar o Atlético Nacional (COL), num percurso de 7.952 quilômetros, mais de 9 horas de voo partindo de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
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CORINTHIANS REENCONTRA CONHECIDOS E FLUMINENSE ENFRENTA ALTITUDE
Eliminado pelo Barcelona SC (EQU) na Pré-Libertadores, restou ao Corinthians disputar a Copa Sul-Americana, caindo em grupo com América de Cali (COL) e Huracán (ARG), onde reencontrará dois jogadores conhecidos. O Timão deve ter o embate mais duro contra os colombianos e vão rever Juan Quintero, algoz na competição em 2024.
Quintero anotou os dois gols na vitória do Racing (ARG), que eliminou o Corinthians na semifinal da Sul-Americana, após empate por 2 a 2 na Neo Química Arena. Já diante dos argentinos do Huracán, o reencontro será com o meia Victor Cantillo, que defendeu o clube de Parque São Jorge entre 2020 e 2023.
O Fluminense, por sua vez, terá a vida mais dura entre os brasileiros na Sul-Americana. O problema é a altitude: 2.160 m do nível do mar em Manizales, na Colômbia, onde visita o Once Caldas. Em Oruro, na Bolívia, vai ter de encarar 3.735 m do estádio do San José – a maior altitude enfrentada por um brasileiro nas competições continentais deste ano.
A fase de grupos das competições Sul-Americanas deve começar em 2 de abril, com a Conmebol ainda por divulgar o dia exato da estreia de cada um dos clubes nas competições.
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