Pular para o conteúdo

Futebol

Palmeiras pode abrir três vagas no limite sem vender ninguém

Jogador com passaporte brasileiro não entra na cota da CBF. Três dos oito estrangeiros do elenco já moram no Brasil há tempo suficiente para pedir a naturalização.

Gustavo Gómez durante o jogo do Palmeiras contra o Grêmio, na Arena do Grêmio
Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Nesta matéria

Jogo e jogadores citados no texto

3 jogadores citados

Nomes que aparecem nesta matéria

Gustavo Gómez, Joaquín Piquerez, Flaco López

Ver jogadores

A regra que a CBF aprovou na segunda-feira passada começa a apertar o elenco do Palmeiras em 2027, quando o teto de estrangeiros por jogo cai de nove para oito, e segue apertando até chegar a cinco em 2030. São oito estrangeiros no elenco atual, e cinco deles têm contrato que atravessa toda a escada.

Existe uma saída que não passa por vender ninguém. A restrição vale para quem é relacionado como estrangeiro, e jogador com passaporte brasileiro — por nascimento, por dupla cidadania ou por naturalização — não entra na conta. Três dos oito já moram no Brasil há tempo suficiente para pedir.

Quem já cumpre o tempo de residência

A Lei de Migração pede quatro anos de residência no país. Contando apenas o tempo de Palmeiras, três nomes passam com folga — e um deles chega ao oitavo ano de Brasil.

Os três que já cumprem os quatro anos

  1. Gustavo Gómez No Palmeiras desde 2018. São oito anos de Brasil, o dobro do que a lei exige. O paraguaio é o capitão e o maior campeão da história do clube.
  2. Joaquín Piquerez No Palmeiras desde 2021, cinco anos. O uruguaio é o estrangeiro com mais jogos pelo clube na história.
  3. Flaco López No Palmeiras desde 2022. O argentino completou o quarto ano em julho e é o mais recente dos três a entrar na régua.

O que a lei brasileira exige

A naturalização ordinária tem quatro requisitos, e nenhum deles é esportivo. O prazo de residência pode ser menor para quem tem cônjuge ou filho brasileiro, o que muda o cálculo caso a caso.

A conta é de anos no Brasil, não de anos no clube

É aqui que a lista pode crescer. A lei conta residência no país, e dois dos outros cinco estrangeiros do elenco já tinham passado anos no futebol brasileiro antes de chegar à Academia. Jhon Arias defendeu o Fluminense de 2021 a julho de 2025, quando foi para o Wolverhampton, e voltou ao Brasil em fevereiro deste ano. Alexander Barboza passou pelo Botafogo antes de assinar com o Palmeiras em 2026.

Se esse tempo anterior conta, e se a temporada de Arias na Inglaterra interrompe ou não a contagem, é questão jurídica, não de futebol. Vale registrar que a possibilidade existe, e não tratá-la como resolvida.

Os que não chegam a tempo

Agustín Giay está no clube desde 2024. Emiliano Martínez e Ramón Sosa chegaram em 2025, e Barboza e Arias em 2026. Nenhum deles completa quatro anos de Palmeiras antes de 2028, quando o teto já terá caído para sete.

É o que faz da naturalização um assunto de planejamento, e não de emergência: o aperto começa em 2027, e um processo desses não se resolve em uma janela.

O que você achou?

💬 Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

Ver perfil e matérias →
Entrar no grupo