
O Palmeiras perdeu para o Flamengo por 3 a 2 no Maracanã, pelo Brasileirão, e deu a impressão de que o time trabalhou antes para escorregar justamente nos jogos mais complicados. Afinal, todo mundo sabia que enfrentar o Flamengo — e o Wilton — no Rio de Janeiro seria uma grande pedra no caminho.
E foi. Derrota no Rio, Wilton trabalhando “daquele jeito”. Eles conseguiram pressionar fora das quatro linhas e colheram os resultados. Mesmo com todos esses fatores, o Palmeiras continua líder e segue firme na busca pelo título nacional, o décimo terceiro de sua história.
Na Libertadores, o cenário é parecido. Temos um caminho importante a pavimentar nas semifinais: enfrentaremos a LDU na altitude de Quito e depois decidiremos em casa, ao lado do torcedor palestrino. Como sempre digo, jogar no Allianz Parque com o apoio da torcida alviverde é sempre um passo à frente.
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Temporada terminando; Céu ou inferno?
O time de Abel Ferreira foi vice-campeão paulista e eliminado da Copa do Brasil pelo mesmo adversário. Tudo bem, faz parte. Mas esse adversário foi o Corinthians — nosso maior rival. E essas duas quedas machucaram bastante. Por isso, o tom de cobrança aumentou, Abel Ferreira foi xingado, e o torcedor iniciou um protesto compreensível nesse contexto.
Mas o Palmeiras voltou muito diferente após a Copa do Mundo de Clubes: mais intenso, ligado e interessado. Disparou no Brasileirão e eliminou o River Plate na Libertadores.
Agora, a linha de chegada da temporada está aí: conquistar dois títulos importantíssimos; vencer um deles, o que já seria excepcional; ou terminar sem nada, o que seria um grande desastre — principalmente pelos gastos com reforços desde janeiro. Ao todo, quase R$ 500 milhões investidos.
Sei que, no futebol real — e não no videogame — as coisas demoram para acontecer. Mas o torcedor do Palmeiras tem motivos sólidos para acreditar que este time pode, sim, levantar os dois troféus que disputa.
A caminhada, no entanto, não será fácil. Na minha visão, a tabela alviverde no Brasileirão é mais complicada que a rubro-negra. Mas Abel Ferreira e seus comandados já mostraram do que são capazes. Então, por que não acreditar?
Enquanto houver ar, haverá respiração. Portanto, torcedor, é hora de acreditar. Sprint final do ano com a chance de conquistar dois títulos de extrema importância. E mais: tornar-se o primeiro tetracampeão da Libertadores do Brasil e garantir vaga na próxima Copa do Mundo de Clubes, além da oportunidade de disputar o Intercontinental.
Foco, trabalho e fé. Vai dar certo.
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