
A nova identidade visual do Nubank Parque já tomou conta de grande parte do estádio do Palmeiras, mas o principal letreiro externo continua pendente. O projeto previa um painel de LED em alta definição na fachada, capaz de adaptar a comunicação ao evento realizado na arena, porém duas propostas foram recusadas pelos órgãos municipais.
A troca do azul da antiga marca pelo roxo do novo patrocinador avançou em áreas internas e pontos de sinalização. O processo completo de transformação pode ser visto no guia do Nubank Parque, que reúne nome, capacidade e história da arena.
Por que o painel de LED foi recusado?
A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento negou dois pedidos, apresentados em abril e maio. O entendimento da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana é que as regras vigentes não permitem painéis eletrônicos luminosos em fachadas externas de edificações.
A restrição está ligada à Lei Cidade Limpa, que trata a paisagem urbana como bem de interesse coletivo e limita publicidade visível de vias públicas. A legislação também considera riscos de brilho e intensidade luminosa capazes de prejudicar motoristas ou interferir na sinalização do trânsito.
A primeira negativa ao projeto do painel na fachada já havia levado os responsáveis a discutir ajustes. A segunda tentativa também não recebeu autorização.
A negativa foi assinada pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, que registrou não ser permitida “a instalação de painéis eletrônicos luminosos em fachadas externas de edificações, sendo permitido apenas em espaços internos vedados, estando, portanto, em desacordo com a legislação vigente”. A pasta acrescentou que a regra vale para todos os imóveis e empreendimentos da cidade, e que cada pedido é analisado conforme suas características.
A terceira tentativa já está protocolada — e é sem LED
Depois das duas recusas, a administração da arena mudou o projeto em vez de insistir. A terceira versão foi protocolada em 21 de julho de 2026 e não prevê mais painel eletrônico na área externa: a proposta é um letreiro convencional, desenhado para não ser enquadrado como publicidade luminosa pela Lei Cidade Limpa.
O pedido não foi negado, mas também não foi aprovado. Em 26 de agosto, a secretaria voltou a pedir documentos e esclarecimentos adicionais, e o processo segue em análise. É por isso que a fachada continua sem a peça principal da nova marca mais de dois meses depois da troca de nome.
A Real Arenas, braço de gestão da WTorre que administra o estádio, afirma que trabalha junto aos órgãos competentes para obter as autorizações. O Nubank não se manifestou sobre o andamento do pedido.
Qual solução pode ser adotada?
A administradora da arena, o patrocinador e os órgãos públicos seguem em reuniões técnicas para buscar uma alternativa. O caminho mais provável é a instalação de um letreiro convencional, sem LED, semelhante ao formato usado na identidade anterior.
Enquanto a definição não sai, jogos e shows continuam normalmente. A nova comunicação visual do estádio já apareceu em partidas recentes, mesmo sem a peça principal na parte externa.
A mudança de nome inaugurou uma nova etapa comercial para a arena. O contexto do acordo está explicado na análise sobre o impacto do naming rights do Nubank no mercado esportivo.
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