
O Estádio Urbano Caldeira quase foi palco, na noite deste sábado (20), de uma partida histórica no “Clássico da Saudade”, o 378º jogo entre Santos e Palmeiras. Se vencesse, o atual campeão brasileiro igualaria uma sequência de nove vitórias seguidas contra o alvinegro praiano.
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Se, por um lado, o time de Parque Antarctica chegou à Vila Belmiro vindo de uma importante vitória na Copa do Brasil – 3 a 0 sobre o Fortaleza, na partida de ida das oitavas de final do torneio -, os anfitriões desta noite também estavam ali pós duplo triunfo, contra Vasco e Bahia, respectivamente.
Substituindo Abel Ferreira, pela segunda vez no estádio do adversário, João Martins conseguiu manter a invencibilidade do Palmeiras, mas conquistou apenas um ponto com o empate em 0 a 0 – diferentemente da 8ª rodada do Brasileirão 2022, quando comemorou a vitória por 1 a 0 lá, mesmo, na Vila Belmiro.
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Esse resultado do “Clássico da Saudade” não acontecia há 33 anos, desde o dia 02 de setembro de 1990. Nesse período as equipes se enfrentaram 51 vezes.
A não vitória do Verdão o impediu de igualar uma marca histórica contra o rival, a de 9 triunfos consecutivos.
Como já previa-se, o Santos se apresentou atento aos jogadores do Palmeiras, em campo, sendo duro e preciso nas marcações durante os primeiros minutos de jogo. Foi, inclusive, nesses instantes que a equipe santista chegou, algumas vezes, próxima da área de Weverton mas encontrou dificuldades para avançar e marcar, em casa.
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Com posse de bola de 59% o Palmeiras, investindo em velocidade, construiu a primeira jogada perigosa com Dudu, lançado na área e tocando, sutilmente, para Gabriel Menino que, de primeira, mandou um belo chute que “arrancou tinta” da meta do goleiro João Paulo.
O jogo seguiu “pegado” quando, aos 30 minutos, novamente Menino tentou, de longe, um chute que mandou a bola para a linha de fundo.
Nos minutos finais o Santos teve duas oportunidades; uma, com Deivid Washington mandando a bola na rede pelo lado de fora e outra, quando a tentativa de Lucas Pires parou nas mãos do arqueiro palmeirense.
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O Verdão retornou do intervalo sem Gustavo Gómez que, ainda no primeiro tempo, aos 22 minutos, passou a reclamar de dores depois de um choque com Lucas Lima. Ainda em campo, recebeu um analgésico mas, por continuar a manifestar incômodos, foi substituído, no vestiário, pelo zagueiro Naves, revelado na base do Palmeiras.
A torcida que lotou a Vila Belmiro levou um susto aos 5 minutos do segundo tempo quando Mayke cruzou para a área uma bola que tinha Raphael Veiga como destino, nã\o fosse o desvio do zagueiro Joaquim.
Na sequência Deivid, buscando o ângulo do goleiro Weverton, bateu colocado e viu o adversário encaixar a bola entre os braços sem grandes dificuldades.
João Martins sacou Raphael Veiga para a entrada de Richard Ríos e também tirou Artur, Dudu e Rony, substituídos por Luis Guilherme, Breno Lopes e Endrick, respectivamente; mas as alterações não surtiram tanto efeito no sentido de deixar o Verdão mais ofensivo.
A partir de então o jogo ficou trucado e não houve mais chances à nenhuma das equipes, que deixaram o 378º Clássico da Saudade com um raro zero a zero.
Em coletiva o técnico João Martins revelou que o elenco do Palmeiras está, obviamente, cansado pela sequência de jogos e pelo pouco, ou nenhum, período de descanso entre as partidas. Mesmo assim, o Palmeiras já tem de pensar na preparação para o jogo da quarta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, na próxima quarta-feira (24) contra o Cerro Porteño, às 19h (de Brasília) em Asunción, no Paraguai.
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