
O Palmeiras fechou a janela levando dois garotos de 18 e 19 anos de rivais diretos e, nos dois contratos, repetiu a mesma cláusula: multa rescisória de 100 milhões de euros para clubes do exterior. É o tipo de número que costuma aparecer em contrato de titular da seleção, não de atleta que ainda vai estrear pelo Sub-20.
Os dois são o atacante Pablo Neri, que chegou do Cruzeiro, e o lateral-esquerdo Geovanne Cuiabano, que saiu do São Paulo no último dia da janela. Neri se apresentou ao Sub-20 nesta segunda-feira.
Por que a multa é tão alta
A cláusula não mede o valor do jogador hoje. Ela existe para impedir que um clube europeu leve o atleta pagando a multa, sem negociação, no momento em que ele estourar. Quem quiser Neri ou Cuiabano antes da hora vai ter de sentar com o Palmeiras e discutir preço, e não simplesmente depositar o valor fixado.
Esse é o desenho que o clube vem repetindo desde que a base virou linha de receita. O caminho já ficou claro em nomes que saíram por cifras altas depois de poucos jogos como profissional, e a estrutura que produz esses atletas está descrita no perfil das Crias da Academia.
Como ficou a divisão dos direitos
Nos dois casos o Palmeiras assume a fatia maior da valorização sem desembolsar valor de transferência agora. É a mesma lógica que sustenta a linha de receita descrita no balanço do clube, detalhada na página de finanças do Palmeiras.
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