
O Palmeiras acertou a contratação do atacante Pablo Neri, de 19 anos, junto ao Cruzeiro. A transferência é em definitivo, e o clube mineiro manteve 20% dos direitos econômicos do jogador, com o Palmeiras ficando com os outros 80%.
O que ele já fez
O currículo mais recente é o melhor argumento: Pablo Neri foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2026 pelo Cruzeiro. Somando as categorias de base do clube mineiro, disputou 94 partidas oficiais, com 12 gols e seis assistências.
São números de quem jogou muito, e não de quem apareceu num torneio. Noventa e quatro jogos numa base é rodagem de verdade, e explica por que o Palmeiras foi atrás dele mesmo com contrato longo em vigor.
Os 20% que ficaram em Minas
Manter um percentual dos direitos econômicos é o desenho padrão quando um clube vende um jovem em quem acredita. O Cruzeiro recebe agora e continua sócio de uma eventual venda futura ao exterior. Para o Palmeiras, significa pagar menos hoje em troca de dividir o lucro depois.
O movimento não é isolado. No mesmo fechamento de janela, o clube também levou o lateral-esquerdo Geovanne Cuiabano, do São Paulo, com o tricolor igualmente mantendo parte dos direitos.
A política por trás disso
Dois reforços para a base no mesmo dia em que a janela fechou sem nenhum reforço para o profissional. Não é contradição, é a política declarada: o clube não repôs Allan e preferiu apostar em quem já está na casa e em quem chega cedo para ser formado ali.
É a mesma linha que colocou Heittor, do sub-20, para estrear na Libertadores contra a LDU, e que sustentou as cinco maiores vendas da era Leila, todas saídas da Academia de Futebol.
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