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Futebol

Ex-Palmeiras salva clássico no México com gol de bicicleta

Miguel Borja entrou aos 65 minutos com o América perdendo por 2 a 0 para o Chivas, marcou de bicicleta aos 71 e empatou aos 74.

O atacante colombiano Miguel Borja, ex-jogador do Palmeiras
Foto: Adrianinis11/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O Palmeiras pagou caro por Miguel Borja em 2017, esperou dele os gols que nunca vieram e ainda ficou com uma dívida que atrapalhou o clube anos depois. Neste sábado, o colombiano lembrou ao mundo por que alguém um dia apostou nele: entrou no segundo tempo do Clásico Nacional do futebol mexicano e salvou o América com uma bicicleta.

O jogo estava 2 a 0 para o Chivas, no Estadio Banorte, pela nona rodada do Apertura. Borja entrou aos 65 minutos. Aos 71, acertou a bicicleta que deixou o goleiro Raúl Rangel parado. Aos 74, completou passe de Henry Martín e empatou.

3
minutos entre os dois gols de Miguel Borja no Clásico Nacional, os dois depois de sair do banco

Como o América tirou o empate do clássico

  1. 32 min Chivas 1 x 0 Bryan González abre o placar, com assistência de Roberto Alvarado.
  2. Fim do 1º tempo Chivas 2 x 0 Ricardo Marín amplia, aproveitando rebote do goleiro Cota.
  3. 65 min Borja entra O colombiano vai a campo com o América perdendo por dois.
  4. 71 min Chivas 2 x 1 Borja marca de bicicleta, sem chance para o goleiro Rangel.
  5. 74 min Chivas 2 x 2 Três minutos depois, ele empata após passe de Henry Martín.

O que ele foi no Palmeiras

Borja chegou em 2017 como a contratação mais cara do clube à época, vindo do Atlético Nacional, e não correspondeu. A passagem virou referência de investimento frustrado — e o efeito durou mais que ele: a dívida da transferência com os colombianos travou, em 2020, a contratação do lateral Daniel Muñoz, hoje avaliado em R$ 140 milhões.

O gol que virou assunto

A bicicleta rodou as redes sociais na madrugada e recebeu o carimbo que se dá a esse tipo de lance: candidato a prêmio Puskás, o da Fifa para o gol mais bonito do ano. O empate manteve o América sem perder o clássico e transformou uma noite ruim em ponto salvo.

A ironia do calendário

No mesmo fim de semana em que o Palmeiras joga pela liderança do Brasileirão, o atacante que não deu certo aqui foi o nome de um dos maiores clássicos da América Central e do Norte. É o tipo de coincidência que não muda nada na tabela e diz muito sobre como o futebol reposiciona um jogador quando o contexto muda.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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