Pular para o conteúdo

Futebol

A dívida do Borja custou ao Palmeiras um lateral que hoje vale R$ 140 milhões

Daniel Muñoz vai do Crystal Palace ao Nottingham Forest. Em 2020, o Verdão tentou contratá-lo e esbarrou numa pendência com o Atlético Nacional.

Anderson Barros, diretor do Palmeiras
Anderson Barros, diretor do Palmeiras

Daniel Muñoz está perto de deixar o Crystal Palace rumo ao Nottingham Forest por 20 milhões de libras, algo como R$ 140 milhões. O lateral-direito colombiano de 30 anos não diz nada ao torcedor alviverde de hoje — mas quase virou reforço do Palmeiras, e o motivo de não ter virado é o tipo de detalhe que costuma ficar de fora das listas de alvos perdidos.

No início de 2020, quando ele ainda defendia o Atlético Nacional, o Palmeiras foi atrás. Anderson Barros, então diretor de futebol, chegou a viajar à Colômbia para tentar destravar a contratação. Não destravou: o clube tinha uma dívida pendente com o próprio Atlético Nacional, referente à transferência de Miguel Borja em 2018, e ela travou a conversa.

R$ 140 milhões
o valor da transferência de Daniel Muñoz ao Nottingham Forest, seis anos depois de o Palmeiras tentar contratá-lo do Atlético Nacional
Nottingham Forest

O Flamengo tentou e recuou pelo preço

O Palmeiras não estava sozinho. Em meados de fevereiro de 2020, o Flamengo também sondou o lateral, mas o valor pedido pelos colombianos afastou o clube carioca. Nenhum dos dois avançou, e Muñoz seguiu outro caminho.

Em julho daquele ano ele foi para o Genk, da Bélgica, onde ficou quatro temporadas. De lá saiu para o Crystal Palace, em janeiro de 2024, e é do futebol inglês que agora se transfere pela cifra que o coloca entre as vendas mais caras já feitas por um lateral colombiano.

O que o episódio diz sobre aquele Palmeiras

A negociação travada por uma pendência de pagamento retrata um momento específico do clube, anterior à sequência de vendas que colocou o Palmeiras como o maior exportador do futebol brasileiro. Não foi falta de avaliação técnica: o alvo estava certo, o diretor foi pessoalmente, e a barreira foi de caixa.

Uma pendência de 2018 fechou uma porta em 2020 — o tipo de custo que não aparece na tabela de reforços, mas aparece no elenco. Os números de faturamento, dívida e gastos do clube hoje estão nas finanças do Palmeiras, atualizadas a cada balanço divulgado.

Seis anos depois, a lógica se inverteu. O clube hoje decide o que fazer na janela a partir de outro problema — tem dinheiro em caixa e escolhe não gastar, por não achar no mercado quem seja claramente melhor do que a própria base entrega.

O que você achou?

💬 Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

Ver perfil e matérias Como trabalhamos e corrigimos erros
Entrar no grupo