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Jogo e jogadores citados no texto
O Bahia é o quinto colocado do Brasileirão, mas a maior parte dos 46 pontos veio de jogos contra quem está lá embaixo. Contra os seis clubes que ocupam a parte de cima da tabela ao lado de Palmeiras e Bahia, o time de Rogério Ceni fez 7 dos 24 pontos possíveis, 29% de aproveitamento. O Palmeiras, nos mesmos seis adversários, fez 12 de 24, 50%. É o recorte que o Portal levantou para a 29ª rodada, quando os dois se enfrentam no Nubank Parque.
O universo é este: os resultados dos 28 jogos de cada clube no Brasileirão 2026, sem contar o duelo direto de abril. “Os de cima” são Flamengo, Athletico-PR, Fluminense, Cruzeiro, Atlético-MG e Santos, os seis que, somados a Palmeiras e Bahia, formam os oito primeiros. “Os de baixo” são os 12 clubes do 9º ao 20º lugar. Cada clube jogou oito vezes contra os de cima e 19 contra os de baixo.
O mesmo recorte, dois campeonatos
Palmeiras
- Contra os seis de cima: 12 pontos em 24, 50%
- Contra os 12 de baixo: 42 pontos em 57, 74%
- Gols por jogo contra os de cima: 1,63 pró e 1,25 contra
- Gols por jogo contra os de baixo: 1,68 pró e 0,53 contra
Bahia
- Contra os seis de cima: 7 pontos em 24, 29%
- Contra os 12 de baixo: 39 pontos em 57, 68%
- Gols por jogo contra os de cima: 1,13 pró e 1,25 contra
- Gols por jogo contra os de baixo: 1,74 pró e 1,21 contra
A diferença está em quem cede o quê
O que separa os dois não é o aproveitamento contra os de baixo: 74% contra 68%, seis pontos percentuais. A distância abre contra os de cima, 21 pontos percentuais, e o motivo é diferente em cada lado. O Palmeiras marca o mesmo contra a elite e contra o resto, em torno de 1,6 gol por jogo. O que muda é a defesa, a menos vazada do campeonato: sofre 0,53 gol por jogo contra os de baixo e 1,25 contra os de cima, mais que o dobro. O dado conversa com o que o Portal já mostrou: metade dos gols sofridos na temporada saiu depois dos 75 minutos.
No Bahia é o ataque que some. O time faz 1,74 gol por jogo contra os de baixo e 1,13 contra os de cima, uma queda de 35%, enquanto a defesa se mantém, em 1,21 e 1,25. Não é um time que se abre mais quando enfrenta a elite: é um time que cria menos.
O que o dado quer e não quer dizer
São oito jogos de cada lado contra os de cima, um recorte pequeno, e a ordem da tabela usada é a de hoje, depois de 28 rodadas. Não prevê o resultado de quinta-feira. Mas descreve o confronto: um Palmeiras que ainda é a melhor defesa, mesmo desfalcado, contra um Bahia que ataca bem quando o adversário se fecha. Os dois chegam na 29ª rodada pelo caminho oposto, e o retorno de Sanabria é a variável que o Bahia tem para tentar mudar o padrão.
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