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Futebol

Leila Pereira muda o tom e rebate duramente proposta do Flamengo

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, repudiou declaração de Alejandro Domínguez que, literalmente, comparou clubes brasileiros a um chimpanzé (Foto: Reprodução/Gazeta Press)
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, repudiou declaração de Alejandro Domínguez que, literalmente, comparou clubes brasileiros a um chimpanzé (Foto: Reprodução/Gazeta Press)

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, respondeu nesta segunda (8) à proposta apresentada pela atual gestão do Flamengo, que sugere a proibição dos gramados sintéticos no futebol brasileiro. Em nota oficial, Leila rebateu as alegações do clube carioca e afirmou que o debate tem sido conduzido com base em “clubismo” e “fake news”.

“Antes de mais nada, eu fico contente que a atual gestão do Flamengo demonstre, enfim, algum interesse em contribuir com a melhora do futebol brasileiro. Durante este ano, eu participei de vários debates com presidentes de outros grandes clubes, nos âmbitos da CBF e da LIBRA, e o Flamengo sempre se omitiu. Portanto, é até louvável que o Flamengo apresente uma proposta supostamente em benefício do futebol brasileiro, e não somente em benefício dele próprio”, declarou a presidente alviverde.

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Leila também defendeu o uso do gramado sintético e contestou as alegações de que o piso possa aumentar o risco de lesões. “Em relação a essa discussão sobre a qualidade dos gramados do Brasil, infelizmente, é algo que vem sendo pautado pelo clubismo. O fato é que não há qualquer evidência científica de que os campos sintéticos ofereçam maior risco de lesão aos atletas. Inclusive, desde que implementou o gramado artificial no Allianz Parque, em 2020, o Palmeiras é um dos clubes da Série A com menor número de jogadores lesionados. Portanto, as alegações feitas pela atual gestão do Flamengo não passam de fake news”, afirmou.

Por fim, a presidente fez críticas diretas à qualidade do gramado do Maracanã e destacou a autonomia de cada clube em escolher o tipo de piso de seu estádio. “Se a atual gestão do Flamengo, comandada pelo presidente Bap, estivesse realmente preocupada com a qualidade dos gramados do Brasil, o campo do Maracanã não seria tão ruim quanto é. Aliás, o Flamengo, no dia em que tiver um estádio próprio, pode instalar nele o tipo de gramado que quiser. O Palmeiras tem estádio próprio e optou por colocar um gramado artificial. Eu também tenho um estádio, a Arena Crefisa Barueri, e decidi pela implementação do piso sintético. O mais importante é respeitarmos as regras da FIFA e a integridade física dos atletas, sem clubismo e sem fake news.”

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A declaração de Leila Pereira foi uma resposta direta à movimentação do Flamengo, que divulgou proposta oficial defendendo a proibição de gramados artificiais em competições nacionais.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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