
O diretor das categorias de base do Palmeiras explicou o que sustenta a fábrica de jogadores do clube, e a resposta começa numa quadra, não num campo. João Paulo Sampaio detalhou a metodologia alviverde e propôs à CBF um projeto para levá-la ao resto do futebol brasileiro.
No Palmeiras, o caminho é fixo por idade: “A gente tem lá futsal dos sete até os dez anos, só no futsal. Eles jogam futsal até os dez. Depois, dos dez aos 14, futsal e campo.” Em certas situações, a quadra ganha da grama — “a gente prefere ele jogar o futsal do que o campo, porque o futsal, naquele momento, é mais importante para ele”.
O futsal vai fazer você ser um melhor jogador
A proposta que ele levaria à CBF
Sampaio sugeriu que a confederação banque a estrutura que a maioria dos clubes não tem. A ideia é dar uma quadra — orçada por ele entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão — a cerca de 40 clubes das Séries A, B, C e D que hoje não conseguem trabalhar a modalidade.
O segundo passo seria competitivo: criar um Campeonato Brasileiro de Futsal para as idades de 11 a 14 e 15 anos, com todos os clubes. O raciocínio é direto — sem calendário, a quadra vira treino solto; com calendário, vira formação.
O que a régua produziu
A base alviverde é a que mais cede jogadores às seleções brasileiras e a que mais rende em vendas nos últimos anos. Na mesma entrevista, Sampaio confirmou a renovação do lateral Arthur, uma Cria com nove anos de clube.
O efeito aparece também nas categorias mais novas: o Sub-17 tem um artilheiro com 26 gols em 28 jogos na temporada, e o Sub-20 emenda convocações a cada ciclo.
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