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Finanças

Palmeiras tem reunião com o Governo na terça; Entenda

Ministérios do Esporte e da Fazenda recebem clubes da Série A e B na terça para apresentar duas linhas de crédito. Nenhuma repõe a receita de patrocínio perdida.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Leila Pereira, presidente do Palmeiras

Depois de barrar as casas de aposta por medida provisória, o governo marcou reunião com os clubes para esta terça-feira (29). Os ministérios do Esporte e da Fazenda recebem representantes das Séries A e B, e a pauta é o que virá no lugar do dinheiro que sumiu da camisa — no caso do Palmeiras, os R$ 100 milhões por ano do patrocínio máster.

Crédito não é receita, e essa é a divergência

As duas linhas oferecidas tratam de dívida e de fôlego de caixa. Nenhuma repõe a linha de faturamento que o patrocínio representava. Para clubes endividados, prazo e juro baixo ajudam; para quem tinha o dinheiro entrando pela camisa e não tem passivo caro, o alívio é menor — é o caso do Palmeiras, cuja estrutura de receita depende mais de faturamento recorrente do que de rolagem de dívida.

Do lado do governo, a avaliação minimiza o impacto: interlocutores sustentam que muitos clubes estão em situação confortável e que empresas de outros setores já procuram os times para ocupar o espaço das bets. O Palmeiras é exemplo disso — a diretoria já conversa com montadoras interessadas na camisa.

Dez clubes assinaram contra

Antes da reunião, dez clubes grandes — entre eles Palmeiras, Flamengo e São Paulo — divulgaram manifesto conjunto contra a proibição. O argumento central é que a conta não pode sobrar para quem vai ao estádio, e que acabar com o mercado regulado prejudica o próprio futebol.

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Clubes da Série A que tinham patrocinador máster de casa de aposta quando a medida provisória foi assinada, entre eles o Palmeiras, que era o quarto em valor
Governo Federal

A conta do governo estima R$ 1,4 bilhão em patrocínios atingidos no futebol. O Palmeiras é o quarto da lista em valor absoluto, atrás de Flamengo, Corinthians e São Paulo, como mostra o levantamento por clube — embora a cota pese pouco mais de 6% da receita alviverde.

A medida provisória tem efeito imediato e ainda precisa passar pelo Congresso para virar lei. Até lá, os contratos vivem num limbo: válidos no papel, inviáveis na operação.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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