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Agustín Giay, Khellven
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Apuração do Portal do Palestra: há quatro propostas na mesa por Agustín Giay — duas vindas do futebol europeu e duas do sul-americano. E há um motivo concreto para nenhuma ter avançado: Abel Ferreira não concordou com o negócio.
A objeção do treinador não é sobre valor. É sobre quem ficaria no lugar. Abel não tem confiança total em Khellven como titular da lateral direita, e a leitura interna é de que o substituto teve uma temporada instável.
Por que o treinador tem voz nisso
Porque o calendário não perdoa. O Palmeiras disputa três competições, tem seis jogos em 19 dias em setembro e vive uma sequência em que o próprio Abel descreve o elenco como enxuto. Perder um titular de lateral no meio de quartas de Libertadores é o tipo de conta que se faz com o técnico na sala.
E há um agravante de posição: a lateral esquerda já vinha desfalcada, com Arthur suspenso para o jogo de domingo e Joaquín Piquerez voltando de lesão. Abrir mão do titular do outro lado, ao mesmo tempo, deixaria os dois corredores em obras.
O que os números dizem — e o que eles não dizem
Levantamos a temporada dos dois no acervo do portal. O retrato é menos óbvio do que a leitura da comissão sugere.
Os dois laterais direitos em 2026
Agustín Giay
- 35 jogos na temporada
- 28 deles como titular (80%)
- Nenhum gol marcado
- 5 cartões amarelos
- 96 jogos pelo Palmeiras desde julho de 2024
- 65,1% de aproveitamento com ele em campo
Khellven
- 31 jogos na temporada
- 19 deles como titular (61%)
- 1 gol marcado
- 5 cartões amarelos
- 51 jogos pelo Palmeiras desde agosto de 2025
- 69,5% de aproveitamento com ele em campo
Giay é o titular estabelecido: começou 28 dos 35 jogos que disputou, ou 80% deles. Khellven jogou quase tanto — 31 partidas —, mas foi titular em 19, 61%. É a diferença entre o dono da posição e quem entra.
O que não sustenta a leitura de instabilidade é o aproveitamento. Somando todos os jogos pelo clube, Khellven tem 69,5% contra 65,1% de Giay — e é o único dos dois com gol marcado na temporada. Números de aproveitamento individual, no entanto, dizem mais sobre em que jogos o atleta entrou do que sobre o rendimento dele. A avaliação da comissão é qualitativa, e é dela que estamos falando aqui.
O que já era público
O nome de Giay circula no mercado desde agosto. O Napoli ofereceu 13 milhões de euros pelos 100% do passe e ouviu não — a diretoria considerou o valor insuficiente. O San Lorenzo, que o formou, vendeu 75% da ficha ao Palmeiras em junho de 2024 por 7,5 milhões de dólares e manteve 25% de uma futura transferência, o que explica a atenção da imprensa argentina a cada capítulo.
Nada indica que as quatro propostas atuais sejam as mesmas conversas de agosto, e não é possível afirmar isso.
O prazo que corre
A janela brasileira fecha em 11 de setembro, e é ela que impede o Palmeiras de repor. Vender, porém, não depende do calendário daqui: os mercados europeu e sul-americano seguem prazos próprios, e é exatamente essa assimetria que a direção considera ao dizer que o ciclo de saídas está encerrado.
Encerrado por vontade. Uma proposta grande o suficiente ainda reabre qualquer porta — e, no caso de Giay, o que está travando não é o preço.
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