
Em 16 de agosto de 1943, A Gazeta publicou duas fotografias dos funerais de Enrico De Martino, dirigente ligado por décadas ao clube do Parque Antarctica. O cortejo saiu da própria sede alviverde, e o caixão foi conduzido por dirigentes sob a bandeira do Palmeiras.
A página 14 integra o acervo histórico do Portal do Palestra. Seu valor ultrapassa o registro de uma despedida: ela mostra como clube, estádio e comunidade se reuniram para homenagear um personagem tratado pelo jornal como grande benfeitor.

O último desejo ligado ao Parque Antarctica
Segundo a legenda, De Martino desejava que seu corpo fosse exposto nos salões do Parque Antarctica e que dali partisse para a última morada. O jornal interpretou o pedido como sinal de uma ligação mantida até os instantes finais.
A afirmação pertence à cobertura de época e deve ser atribuída ao periódico. As fotografias confirmam a dimensão pública da homenagem: adultos e crianças acompanham o cortejo, enquanto a bandeira com o símbolo alviverde cobre o caixão.
Vinte e cinco anos de serviço segundo A Gazeta
A legenda afirma que De Martino dirigiu o clube por 25 anos “com esmero e dedicação”. A página de presidentes do Palmeiras ajuda a localizar os mandatos e a distinguir a atuação institucional mais ampla de uma presidência contínua.
A retrospectiva publicada pelo mesmo jornal em setembro de 1943 também colocaria De Martino entre os personagens centrais da trajetória alviverde. Essa proximidade entre funeral e memória mostra como sua imagem foi incorporada imediatamente à narrativa do clube.
O estádio como casa institucional
O Parque Antarctica aparece como muito mais que cenário esportivo. A história dos estádios do Palmeiras acompanha as transformações físicas do endereço; a cobertura do funeral revela sua função afetiva e cerimonial.
Sair dali era partir da casa do clube. O cortejo transforma arquibancadas, salões e portões em espaços de pertencimento. Para dirigentes e associados, a instituição possuía ritos próprios de despedida e reconhecimento.
Da construção do Palestra à despedida no Palmeiras
Linha do tempo de Enrico De Martino
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Décadas iniciais do século XX Atuação no Palestra Italia De Martino participa da vida institucional durante a consolidação do clube.
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1920 Parque Antarctica O clube adquire o terreno que se tornaria centro de sua vida esportiva e social.
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1942 Palestra se torna Palmeiras A instituição atravessa a mudança de nome em meio à guerra.
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16 de agosto de 1943 A despedida A Gazeta registra a saída do funeral do Parque Antarctica.
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Setembro de 1943 Memória histórica Uma retrospectiva do jornal volta a destacar De Martino entre os dirigentes do alviverde.
O que as fotografias acrescentam à biografia
A temporada de 1943 registra o futebol daquele ano. Esta página conserva a vida institucional que acontecia ao redor dos jogos: luto, continuidade administrativa e memória coletiva.
Na história do Palmeiras e na Enciclopédia Alviverde, o funeral pode funcionar como ponto de entrada para uma biografia documental. A fonte não responde a tudo sobre De Martino, mas mostra com clareza a importância que seus contemporâneos atribuíram à sua despedida.
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