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Flaco López lidera seis rankings e concentra o ataque do Palmeiras em 2026

Levantamento exclusivo do Data Palestra mostra Flaco López no topo de gols, assistências, finalizações, chutes no alvo e faltas sofridas e cometidas.

Giay e Flaco López se abraçam na comemoração do segundo gol do Palmeiras contra o Red Bull Bragantino, na Arena Barueri
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Flaco López não é apenas o artilheiro do Palmeiras em 2026. O atacante lidera os seis indicadores individuais acompanhados pelo Data Palestra em 61 partidas com estatísticas completas: gols, assistências, finalizações, chutes no alvo, faltas sofridas e faltas cometidas. A combinação desenha um jogador que finaliza, cria, disputa e absorve contato em volume superior ao de qualquer companheiro.

São 23 gols, 13 assistências, 135 finalizações, 53 chutes no alvo, 110 faltas sofridas e 76 cometidas. Os números cobrem 61 dos 62 jogos do Palmeiras no ano até 27 de outubro. A partida contra a Chapecoense, em 31 de maio, ficou de fora por falta de dados individuais completos.

O levantamento exclusivo do Data Palestra compara os totais da temporada, não a média por 90 minutos. Flaco entrou em campo em 57 desses jogos, 50 deles como titular, e essa presença constante faz parte da explicação.

Data Palestra Flaco abre distância nas finalizações Ranking em 61 dos 62 jogos de 2026 com estatísticas individuais completas no Data Palestra.
Ranking horizontal com 8 itens, em finalizações. José Manuel López lidera com 135. A barra mais longa vale o maior valor e todas partem do zero1ºJosé Manuel López1352ºMaurício873ºJhon Arias834ºVitor Roque795ºAllan Elias756ºRamón Sosa637ºAndreas Pereira618ºMarlon Freitas54
Ranking horizontal com 8 itens, em finalizações. José Manuel López lidera com 135. A barra mais longa vale o maior valor e todas partem do zero1º José Manuel López1352º Maurício873º Jhon Arias834º Vitor Roque795º Allan Elias756º Ramón Sosa637º Andreas Pereira618º Marlon Freitas54

Ranking horizontal com 8 itens, em finalizações. José Manuel López lidera com 135. A barra mais longa vale o maior valor e todas partem do zero

Ver os dados em tabela
Flaco abre distância nas finalizações (finalizações)
PosiçãoItemFinalizações
1º José Manuel López 135
2º Maurício 87
3º Jhon Arias 83
4º Vitor Roque 79
5º Allan Elias 75
6º Ramón Sosa 63
7º Andreas Pereira 61
8º Marlon Freitas 54

Levantamento exclusivo do Data Palestra, do Portal do Palestra

A liderança vai muito além dos 23 gols

A artilharia é a face mais visível. Flaco marcou 23 vezes, dez a mais do que Maurício, segundo colocado com 13. A vantagem de 76,9% sobre o vice-líder mostra o peso do argentino no placar, mas a concentração ofensiva aparece antes de a bola entrar.

O centroavante finalizou 135 vezes. Maurício, novamente segundo, registrou 87. A diferença é de 48 chutes — 55,2% a mais. Entre as tentativas de Flaco, 53 foram na direção do gol, enquanto Jhon Arias aparece a seguir com 32. Nesse indicador, a distância chega a 65,6%.

Flaco contra o segundo colocado de cada ranking

  • Gols: Flaco 23; Maurício 13 — diferença de 76,9%.
  • Assistências: Flaco 13; Andreas Pereira 12 — diferença de 8,3%.
  • Finalizações: Flaco 135; Maurício 87 — diferença de 55,2%.
  • Chutes no alvo: Flaco 53; Jhon Arias 32 — diferença de 65,6%.
  • Faltas sofridas: Flaco 110; Vitor Roque 84 — diferença de 31%.
  • Faltas cometidas: Flaco 76; Jhon Arias 56 — diferença de 35,7%.

A taxa simples ajuda a colocar o volume em perspectiva: 39,3% das finalizações de Flaco foram no alvo. Dos 53 chutes certos, 23 terminaram em gol, conversão de 43,4%. Considerando todas as tentativas, o aproveitamento foi de 17%.

O artilheiro também é o principal garçom

A liderança mais inesperada talvez esteja nas assistências. Flaco soma 13, uma a mais do que Andreas Pereira. O centroavante, portanto, não funciona apenas como ponto final. Também participa da construção derradeira, seja atacando a área e soltando a bola, seja atraindo marcadores e deixando um companheiro em condição de concluir.

Somados gols e assistências, o atacante alcança 36 ações decisivas. O número dialoga com a melhor temporada de Flaco pelo Palmeiras, mas o novo levantamento acrescenta uma camada: não é só a quantidade de vezes em que aparece no placar. É a amplitude de funções que o coloca no topo.

A pequena distância para Andreas nas assistências também impede uma leitura simplista de dependência criativa. O Palmeiras tem um meia com 12 passes para gol e diferentes pontas envolvidos na produção. A singularidade de Flaco está em liderar criação e conclusão ao mesmo tempo, sem que uma função anule a outra.

As faltas revelam a parte física do papel de Flaco

O atacante sofreu 110 faltas, contra 84 de Vitor Roque. A diferença de 31% indica o quanto Flaco recebe a bola sob contato, protege de costas e obriga os defensores a interromper a jogada. Em média simples, foram 1,93 faltas sofridas por jogo disputado.

Ao mesmo tempo, cometeu 76 infrações, 20 a mais que Jhon Arias. A liderança dos dois lados descreve disputas constantes, pressão após a perda e combate por bolas longas ou divididas. Não significa indisciplina por si só.

Esse perfil ajuda a explicar por que o argentino pode ser decisivo mesmo quando não marca. Uma falta sofrida no campo ofensivo permite ao time avançar, reorganizar a posse ou levar os zagueiros à área. Uma disputa vencida pode não entrar nas seis colunas, mas nasce do mesmo papel que os números documentam.

Total e taxa contam histórias diferentes

O domínio de Flaco é absoluto no volume acumulado. Isso não significa que lidere qualquer comparação de eficiência. Na média por 90 minutos, por exemplo, a relação muda: Vitor Roque superou Flaco em chutes no alvo por tempo em campo. As duas informações são verdadeiras porque respondem a perguntas diferentes.

O total mede quanto cada atleta entregou ao longo da temporada dentro da disponibilidade real. A taxa mede a frequência da produção quando esteve em campo. Flaco lidera o primeiro retrato porque combinou produtividade, presença e titularidade. Vitor Roque aparece melhor em uma taxa específica porque concentrou mais chutes certos em menos minutos.

Para avaliar o ataque, as duas lentes são necessárias. O Palmeiras dependeu do volume de Flaco para sustentar a produção durante o calendário e teve alternativas capazes de acelerar indicadores quando utilizadas. A diferença entre 57 aparições do argentino e 37 de Vitor Roque é parte central da análise.

O tamanho da concentração no ataque

Os 135 chutes de Flaco equivalem a 1,55 vez o total de Maurício. Nos chutes no alvo, o atacante produziu 1,66 vez o volume de Arias. Nos gols, fez 1,77 vez o total do vice-artilheiro. As distâncias caem apenas nas assistências, em que a disputa com Andreas é praticamente equilibrada.

Essa concentração oferece segurança e risco. A segurança está em ter um jogador capaz de sustentar tantas dimensões ao mesmo tempo. O risco aparece quando o calendário, uma suspensão ou uma escolha tática tira o argentino do centro do jogo. Substituir 23 gols é difícil; substituir simultaneamente 13 assistências, 110 faltas sofridas e 135 finalizações é um problema muito maior.

O desafio não é reduzir a influência do artilheiro, e sim fazer o restante do ataque crescer sem apagar o que ele oferece. Maurício, Arias, Vitor Roque, Andreas e Ramón Sosa aparecem logo atrás em diferentes colunas. A distribuição mostra que há peças complementares, mas nenhuma reúne todas as lideranças.

A página Como chega o Palmeiras acompanha o desempenho recente do time e ajuda a observar se essa concentração muda na reta final. Até 27 de outubro, o retrato é claro: o ataque tem vários personagens, mas quase todos os caminhos passam por Flaco López.

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Sobre o autor

Núcleo de dados do Portal do Palestra. Levantamentos exclusivos sobre a história e o desempenho do Palmeiras, feitos a partir de um acervo próprio de jogos, gols e escalações.

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