
O Palmeiras recusou a proposta do Spartak Moscou por Flaco López e trabalha para amarrar o argentino por mais tempo. As conversas por um novo contrato avançaram e caminham para estender o vínculo até dezembro de 2030, com valorização salarial. A assinatura, porém, ainda não aconteceu. A informação é do site MDZ e confirmada pelo PORTAL DO PALESTRA.
O clube russo ofereceu cerca de 20 milhões de euros — algo próximo de R$ 116 milhões na cotação atual — por um atacante que a diretoria considera intransferível nesta janela. A avaliação interna é outra: o Palmeiras só se dispõe a ouvir alguém a partir de 35 milhões de euros, e a multa rescisória de López está fixada em 100 milhões.
Por que a proposta russa não passou perto
O contrato atual vai até dezembro de 2029, prazo que já tira qualquer urgência da mesa. Renovar por mais uma temporada é menos sobre tempo e mais sobre preço: cada ano a mais encarece uma eventual saída e sinaliza ao mercado que o centroavante não está disponível por valores de conveniência.
A movimentação repete a lógica usada com outros nomes do elenco. Estender e valorizar antes que o assédio vire pressão é o que separa uma venda planejada de uma venda forçada. Não é a primeira sondagem: o argentino já havia recebido uma oferta anterior do exterior e Atlético de Madrid e Fenerbahçe também acompanharam a situação depois da Copa do Mundo.
O peso do argentino na temporada
Os números explicam a resistência. López é o artilheiro do Palmeiras em 2026, com 17 gols, e virou referência fixa no ataque de Abel Ferreira ao lado de Vitor Roque. Tirar essa peça no meio de uma temporada com Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil em aberto custaria mais do que qualquer cifra oferecida até agora.
O próprio atacante já havia dado o tom quando o assédio começou a crescer, ao falar publicamente sobre as propostas e o próprio futuro. A sinalização positiva do estafe à oferta de renovação vem na mesma direção.
O que ainda falta
Enquanto a assinatura não sai, o cenário segue sendo de acordo encaminhado, não de fato consumado. A janela de transferências fica aberta até o início de setembro, e nada impede que outro clube tente. A diferença é que, com contrato novo e multa alta, quem tentar precisará de um número bem distante dos 20 milhões de euros.
O movimento também dialoga com outra frente aberta na Academia de Futebol, onde o clube resiste ao assédio do Manchester City por Allan. A leitura da diretoria é a mesma nos dois casos: nenhuma saída no meio da temporada por valor abaixo do que o mercado já mostrou estar disposto a pagar.
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