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Futebol

Dorival aponta desigualdade em disputas no gramado do Palmeiras

Gramado sintético do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, certificado pela FIFA (Foto: José Edgar de Matos/UOL Esporte)
Gramado sintético do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, certificado pela FIFA (Foto: José Edgar de Matos/UOL Esporte)

Depois de uma tomar uma goleada do Palmeiras no Choque-Rei, Dorival Júnior, técnico do São Paulo, reacendeu a polêmica sobre o gramado sintético do Estádio Palestra Itália, o Allianz Parque.

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Na última quarta-feira (25) o Palmeiras derrotou o rival, São Paulo, com uma goleada de 5 a 0, no Allianz Parque, em jogo válido pela vigésima nona rodada do Campeonato Brasileiro. Além de Marcos Rocha, que fez um gol, Breno Lopes e Joaquín Piquerez marcaram duas vezes, cada.

A vitória no Choque-Rei aconteceu depois de o Verdão reagir, no Campeonato Brasileiro, ao derrotar o Coritiba por 2 a 0, na capital paranaense, no último domingo (22); encerrando um jejum de seis jogos sem vencer, sendo quatro só na competição nacional.

Para o técnico Abel Ferreira, “resiliência” é a palavra no Palmeiras que justifica a forma com a qual a equipe disputou o clássico contra o São Paulo, reconhecendo a queda no rendimento do time, especialmente depois da eliminação, para o Boca Juniors, na semifinal desta edição da Libertadores.

Já o treinador são-paulino, Dorival Júnior, conotou o sucesso do elenco adversário à versatilidade individual de seus atletas em atuação no gramado sintético do Allianz Parque. Segundo o comandante Tricolor, “é desigual jogar em um gramado natural e depois jogar em um gramado sintético”.

O ex-Palmeiras – Dorival jogou no Verdão de 1989 a 1992 e treinou o time na temporada de 2014 – fez a comparação depois de ser perguntado se as lesões que aconteceram em seus jogadores, no campo Alviverde, tiveram relações com o tipo de grama instalado na arena palmeirense.

Ele preferiu dizer que “pode ser uma coincidência”, mas lembrou que trabalhou no Athletico-PR, que também tem gramado sintético instalado em seu estádio, e disse que foi beneficiado no período.

A pergunta surgiu em razão da lesão de Lucas Moura, que deixou o campo aos 37 minutos do primeiro tempo, por dores na coxa esquerda, diagnosticadas como estiramento da região posterior. O jogador de 31 anos foi o quinto atleta do São Paulo a sofrer contusão na casa do Palmeiras, nesta temporada.

Além do atacante, também tiveram problemas físicos, atuando no Allianz Parque, Nahuel Ferraresi, com ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito; Galoppo, com o mesmo tipo de lesão de Ferraresi, no joelho direito; Welington e Rafinha, ambos com contusão no tornozelo esquerdo.

A grama sintética tem sido a opção de muitos clubes, em reformas de seus estádios, especialmente por conta de sua durabilidade ante à natural; de cinco a 10 anos. Outro ponto que faz com que os times prefiram o material é a economia, já que sua manutenção é menor do que a realizada no tipo orgânico.

No Brasil, além do Palmeiras, outros dois clubes tem gramado 100% sintético em seus estádios; o Athletico-PR, na Ligga Arena, e o Botafogo, no Estádio Nilton Santos. Na versão híbrida, com até 4% com o tipo de grama artificial junto à natural, estão a Neo Química Arena, do Corinthians; e o Maracanã.

O gramado sintético do Estádio Palestra Itália é aprovado e certificado com o selo FIFA Quality PRO, cumprindo todos os níveis de qualidade exigidos pela entidade máxima do futebol mundial, que realiza avaliações anuais no piso do Allianz Parque.

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Cristiano Gomes

Autor

Jornalista formado, carrego o verde no coração e nas palavras. Especializado em cobrir o Palmeiras, transformo paixão em análises técnicas e narrativas profundas. Acompanho cada jogo, treino e bastidores do Verdão, trazendo conteúdo exclusivo e autêntico. Minha caneta honra a história centenária Alviverde, conectando torcedores às emoções do clube que move minha carreira.

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