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Futebol

O que o Palmeiras não pede à base — e por que dá certo

Allan Barcellos diz que o Palmeiras não pede à base copiar o time de Abel, e explica quem faz a ponte entre as duas estruturas.

Thalys e Allan, mais ao fundo, deixando a Academia de Futebol do Palmeiras para embarque aos EUA (Foto: Reprodução/TV Palmeiras)
Thalys e Allan, mais ao fundo, deixando a Academia de Futebol do Palmeiras para embarque aos EUA (Foto: Reprodução/TV Palmeiras)

O Palmeiras virou referência na formação de jogadores, e o técnico do Sub-20, Allan Barcellos, apontou onde está o diferencial: não é um método de jogo copiado do profissional, é um conjunto de comportamentos que não se negocia em nenhuma categoria.

Nunca é pedida uma maneira específica de jogar ou jogar igual o departamento profissional, pelo contrário. Existem conceitos, comportamentos que são inegociáveis para a instituição.

Allan Barcellos, técnico do Sub-20

A proximidade com o elenco de Abel

A ponte entre as duas estruturas tem nome. Vitor Castanheira, auxiliar de Abel Ferreira, é o responsável direto pela integração entre o Sub-20 e o elenco profissional. E João Paulo Sampaio, coordenador da base desde 2015, acompanha as atividades diariamente, discute com os treinadores e assiste aos jogos das categorias.

O efeito prático é que a subida deixa de ser um salto, num clube cuja estrutura de base virou referência no país. O jovem já conhece a exigência antes de ser chamado.

Segundo Barcellos, o modelo de jogo tem parentesco, mas não é imposição:

O modelo de jogo se aproxima muito no que diz respeito a uma equipe equilibrada, que ataca de forma muito agressiva.

Allan Barcellos

Por que ele escolheu a base

Barcellos chegou ao Palmeiras em abril de 2026, depois de nove anos no Grêmio, onde passou por todas as categorias, e de uma temporada no São Paulo até 2025. Recebeu convites para trabalhar no futebol profissional e recusou — quis passar pelo processo coordenado por João Paulo Sampaio antes de dar esse passo.

Na primeira temporada no clube, classificou o Sub-20 à final do Brasileirão da categoria, eliminando o Red Bull Bragantino na semifinal.

O que sustenta o número

Desde 2020, o Palmeiras promoveu mais de 50 jogadores da base ao elenco profissional — no mesmo período em que o time principal conquistou duas Libertadores e dois Brasileiros. Formar e vencer ao mesmo tempo é a parte difícil, e é sobre ela que Barcellos fala quando diz que o equilíbrio é o desafio real:

Equilibrar essa balança é muito difícil.

Allan Barcellos

O trabalho da base também aparece fora do campo: João Paulo Sampaio está entre os finalistas do Prêmio Confut 2026, na categoria de profissional de categorias de base.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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