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Futebol

Contra a LDU e os Números: Palmeiras precisa de feito inédito em semifinais para sonhar com o tetra

Felipe Melo levanta a taça de campeão da Libertadores pelo Palmeiras
Felipe Melo levanta a taça de campeão da Libertadores pelo Palmeiras

O Palmeiras entra em campo nesta quinta-feira (30) no Allianz Parque para o confronto mais crucial da temporada, onde enfrentará não apenas a LDU, mas também o peso da história da Copa Conmebol Libertadores. Após a dura derrota por 3 a 0 na partida de ida em Quito, a equipe comandada por Abel Ferreira precisa de uma virada heroica para chegar à final. Para isso, o time paulista terá que realizar algo que nunca foi visto em 65 edições do torneio: reverter uma desvantagem de três gols em uma semifinal.

Uma extensa pesquisa no histórico da competição revela que o feito almejado pelo Palmeiras seria inédito. Até hoje, a maior remontada registrada em uma semifinal de Libertadores ocorreu em 2007, quando o Boca Juniors, da Argentina, perdeu para o Cúcuta, da Colômbia, por 3 a 1 no jogo de ida. Na volta, em uma noite histórica na Bombonera, a equipe xeneize venceu por 3 a 0 e carimbou sua vaga para a decisão, em uma virada com dois gols de diferença.

A tarefa do Verdão é, portanto, ainda mais complexa. Para se classificar diretamente para a final contra o Flamengo, o time precisa vencer por quatro ou mais gols de diferença. Um triunfo por três gols levaria a decisão da vaga para a disputa de pênaltis.

+ VÍDEO | Elenco do Palmeiras reage ao espetáculo da torcida

Apesar do cenário adverso, a história da Libertadores em outras fases do mata-mata oferece um fio de esperança ao torcedor palmeirense. Viradas de três gols de desvantagem já aconteceram no torneio. O caso mais emblemático foi em 2017, quando o River Plate perdeu para o Jorge Wilstermann por 3 a 0 na altitude da Bolívia e, no jogo de volta, aplicou uma goleada histórica de 8 a 0. Outros clubes, como Sporting Cristal em 1993 e Cerro Porteño em 1999, também conseguiram reverter um 3 a 0 adverso nas oitavas de final.

No entanto, o Palmeiras de Abel Ferreira carrega uma estatística preocupante que adiciona mais um desafio à noite. Desde a chegada do treinador português, a equipe jamais conseguiu reverter um confronto de mata-mata em Libertadores ou Copa do Brasil após perder a primeira partida. Em seis ocasiões anteriores, o time foi eliminado.

Confiante na força de sua torcida, o técnico Abel Ferreira convocou os palmeirenses para o que ele projeta como uma “noite mágica”. A frase dita pelo treinador após a derrota no Equador, de que “90 minutos no Allianz Parque é muito tempo”, virou um mantra para os torcedores que acreditam na classificação. Para chegar à decisão no Peru no dia 29 de novembro, o Palmeiras terá que quebrar um tabu histórico da competição e superar seus próprios limites.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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