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Vitor Roque, Carlos Miguel, Felipe Anderson
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Dois minutos desfizeram oitenta e nove. O Palmeiras vencia a LDU por 2 a 1 em Quito, com o confronto encaminhado, e viu Michael Estrada marcar aos 45 e aos 48 do segundo tempo para levar tudo para os pênaltis. Quem explicou o apagão não foi Abel Ferreira, expulso no segundo tempo, e sim o auxiliar Vítor Castanheira.
A primeira coisa que ele recusou foi a palavra que estava na boca de todo mundo. “Relaxamento não”, disse. “Nós tínhamos o jogo praticamente controlado e a verdade é que um cruzamento acabou por sobrar a bola e faz o golo, e eles em dois, três minutos acreditam.” Quando um repórter perguntou se havia sido cansaço, a resposta foi curta: “É desgaste, é desgaste, acima de tudo o desgaste.”
A autocrítica que ninguém esperava
Castanheira não vendeu a noite como heroica. Perguntado sobre o que a classificação muda, começou reconhecendo o tamanho do Rodrigo Paz Delgado — “é muito difícil jogar aqui, nós tínhamos que vir com uma estratégia quase perfeita” — e emendou a frase mais dura da coletiva.
A nossa equipa hoje se deu muito pouco. Sofre três golos, mas se deu muito pouco, muito pouco.
Ele também ofereceu a conta que o clube gosta de fazer. “Mais uma semifinal, é verdade, em sete são seis”, disse, antes de completar que “não é fácil, em sete vezes chegar seis vezes às semifinais”.
O plano dos três zagueiros
O Palmeiras entrou com Bruno Fuchs, Barboza e Murilo na defesa, com Joaquín Piquerez e Agustín Giay pelos lados, num desenho que virou praticamente um 5-4-1 sem a bola. Castanheira confirmou a intenção e explicou o alvo.
“Não podíamos dar espaços entre linhas e principalmente nos corredores, porque é uma equipa que força muito o cruzamento”, disse. “Sempre que a gente recuperava a bola, tentávamos agredir o adversário em transições, e foi o que a gente fez: fechar bem os espaços, ser uma equipa compacta.” A altitude entrou como agravante: segundo ele, o time não conseguia trocar passes como está habituado.
O que foi dito antes das cobranças
Com o agregado empatado e a prorrogação sem gols, o Palmeiras foi para a disputa que historicamente lhe custa caro. Castanheira revelou a conversa. “Vamos ter calma, vamos ter mais uma oportunidade para ganhar o jogo. Nós sabemos aquilo que temos que fazer, e sejam decididos, acima de tudo decididos. Não tenham dúvidas.”
Deu certo: Felipe Anderson, Maurício, Piquerez e Vitor Roque converteram, e o Verdão venceu por 4 a 3. “Felizmente, hoje acabou a maldição dos pênaltis”, comemorou o auxiliar.
O elogio a Carlos Miguel
Carlos Miguel defendeu duas cobranças e virou o nome da classificação. Castanheira falou do goleiro como quem responde a uma cobrança antiga da torcida.
“O que eu posso dizer em relação ao Carlos é que ele merece este momento. Nós sabemos que não só o atleta, o homem, nós nem sempre andamos no mesmo nível, às vezes temos altos e baixos. Mas só há um caminho, que é o que ele fez: é o caminho do trabalho, da dedicação, do foco, e hoje foi recompensado por tudo aquilo que ele tem vindo a fazer ao longo deste tempo.”
O que vem agora
O Palmeiras enfrenta o Fluminense na semifinal, e Abel cumpre suspensão no jogo de ida. O relato da classificação está no texto da vaga nos pênaltis, e a leitura do Portal sobre o desempenho, nas atuações da noite em Quito.
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