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Jogo e jogadores citados no texto
Abel Ferreira não deixou a festa durar. Na entrevista coletiva depois da classificação nos pênaltis contra o Fluminense, o treinador contou o que disse aos jogadores no vestiário: a vaga na final da Libertadores vai para a gaveta, porque o Palmeiras recebe o Bragantino no sábado (24) um ponto atrás do líder do Brasileirão.
Vamos guardar isto na gaveta, porque daqui a três dias temos mais uma final para jogar aqui em casa.
“Sabemos que temos uma desvantagem de um ponto e sabemos que o único resultado que nos interessa é ganhar”, disse. Abel admitiu que o calendário cobra o preço: “Não vos posso prometer que vamos jogar sempre frescos, não vos posso prometer que vamos jogar sempre lúcidos.” E lembrou que o Palmeiras segue vivo em três frentes: “Estamos numa final, já ganhamos um título, temos mais dois títulos que vamos querer lutar, o Brasileirão e a Copa.”
O protocolo dos pênaltis
Sobre a disputa que decidiu a vaga, Abel disse que não existe fórmula. “Como já perdi tantas vezes em pênaltis, chegou uma altura em que disse: vou criar um protocolo, e ponto. Nós seguimos esse protocolo, sabendo que podemos ganhar e podemos perder”, contou. “Nem eu nem nenhum treinador no mundo tenho uma receita mágica.”
O treinador pediu que se imagine o peso de cada cobrança, com 50 mil pessoas no estádio, e criticou a lógica do herói e do vilão. Foi aí que falou de Carlos Miguel, que falhou no gol do Fluminense na ida e pegou o pênalti de Nonato na volta. “Todos nós sabemos que o Carlos Miguel pode fazer melhor do que fez no último jogo. Eu disse-lhe: nós só estamos a jogar com o Fluminense porque tu defendeste os pênaltis lá na LDU, senão nem aqui estávamos. Isso faz parte do crescimento de um atleta.”
O gol de Hércules
Questionado sobre o espaço que o Palmeiras deu no gol do Fluminense, Abel disse que ainda não tinha revisto o lance e falou em um rebote entre os laterais e os pontas antes do chute de fora da área. Também criticou análises feitas a partir de recortes: “É muito fácil tu olhares para 90 minutos, fazer um vídeo de um minuto, um minuto e meio, e tirar o que eu quiser.” E brincou com o autor do gol, que também marcou contra o Palmeiras pelo Fortaleza: “Acho que este ano já não vai fazer mais nenhum ao Palmeiras.”
“Eu sou o que sou porque eles são”
Abel dividiu a classificação com o elenco e com a direção. “O treinador está sempre nas mãos dos jogadores. Eu posso ajudar, mas eu sou o que sou porque eles são”, afirmou. Ele agradeceu ao clube pelas condições de trabalho e disse que não há milagre sem estrutura e sem jogadores.
O que disseram os jogadores
Na saída do campo, Carlos Miguel desconversou sobre o papel com anotações que consultou antes da cobrança de Nonato. “Ali a gente tem coisas da gente. Eu não vou falar o que tinha, não cabe a mim”, disse. “Falta muito ainda para colocar esse meu nome na história do Palmeiras.” Autor do pênalti da classificação, Marlon Freitas fez uma autocrítica: “Acho que faltou um pouquinho mais de profundidade, de agredir mais a última linha deles, mas no final deu tudo certo.”
O Palmeiras recebe o Bragantino no sábado (24), às 18h30, na Arena Barueri. Veja as notas dos jogadores e todas as coletivas de Abel Ferreira.
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