
Fim de temporada. O Palmeiras encerrou 2025 com uma vitória por 3 a 1 sobre o Ceará, mas a sensação que fica é de frustração. Apesar de a diretoria entender que disputar três finais foi um feito, o torcedor sabe: chegar é importante, mas vencer é essencial.
O ano foi marcado por um time que teve dificuldades nos grandes jogos, principalmente diante de Corinthians e Flamengo, e mostrou instabilidade contra adversários da parte de cima da tabela. O Paulistão escapou diante do rival, e a eliminação precoce na Copa do Brasil — para um clube com elenco modesto — expôs a falta de intensidade do time em momentos decisivos.
O Corinthians quis mais que o Palmeiras. Lutou, acreditou e venceu.
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Libertadores: reação épica e apatia na final
Na Libertadores, o Palmeiras viveu extremos. Protagonizou uma virada épica contra a LDU, no Allianz Parque, mas abdicou de jogar contra o Flamengo na grande decisão. A equipe foi reativa, pouco produtiva e acabou derrotada.
Mais uma vez, Abel Ferreira deixou a sensação de que faltou ambição e ousadia. No pós-jogo, repetiu o discurso de “erros e cansaço”, o que começa a desgastar parte da torcida.
Abel precisa parar de reclamar e trabalhar
Durante toda a temporada, Abel reclamou do calendário apertado. Disse que o elenco estava cansado em julho, que os jogadores precisavam de mais tempo para descansar. O problema é que, mesmo com essa preocupação, optou por escalar times alternativos em várias rodadas — e o desempenho do chamado “time B” foi decepcionante.
Se Facundo Torres, Ramón Sosa e Jefté não renderam, a responsabilidade também é do treinador, que participou ativamente das indicações e não conseguiu encaixar as peças em campo.
Improvisações como Bruno Fuchs de volante e dobradinhas de laterais irritaram a torcida — com razão.
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Mais vale um craque do que quatro apostas
O Palmeiras precisa contratar reforços prontos. Jogadores capazes de mudar o nível do time imediatamente, não apenas promessas para o futuro.
Os investimentos em Sosa, Facundo e Emiliano Martínez poderiam ter sido direcionados para dois nomes de peso, com impacto técnico e liderança em campo. O clube tem condições financeiras sólidas e precisa agir com estratégia e convicção, evitando gastar milhões em atletas sem retorno esportivo no curto prazo.
Base forte e esperança renovada
Mesmo com a decepção, há motivos para otimismo. O elenco tem base sólida e conta com uma geração talentosa de jovens pedindo passagem — Larson, Gilberto, Erick Belé e Riquelme Fillipi são alguns exemplos.
Com ajustes pontuais e reforços certeiros, 2026 pode ser um grande ano. O Palmeiras tem estrutura, elenco, dinheiro e história para voltar a vencer.
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