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Futebol

Mancha Verde dispara contra Leila, Abel e Barros após temporada sem títulos

Arte de Nota Oficial da torcida Mancha Verde (Foto: Reprodução/Instagram)
Arte de Nota Oficial da torcida Mancha Verde (Foto: Reprodução/Instagram)

A Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, divulgou uma nota oficial contundente neste sábado (6) em que critica duramente a gestão de Leila Pereira, o diretor de futebol Anderson Barros e o técnico Abel Ferreira pelo planejamento da temporada 2025.

Com o título “Planejamento 2025: os culpados — Leila, Barros e Abel”, o texto cita o alto investimento em contratações, avaliado em cerca de R$ 700 milhões, e questiona o retorno esportivo obtido. O clube terminou o ano sem conquistas e com três vice-campeonatos (Libertadores, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro).

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Torcida cobra responsabilidade após gastos milionários

Na nota, a Mancha Verde afirma que o valor investido pelo Palmeiras “impõe responsabilidade máxima” e acusa a diretoria de ter errado no uso dos recursos. O grupo cita nomes como Carlos Miguel, Vitor Roque, Paulinho e Andreas Pereira como apostas compreensíveis, mas critica o restante das contratações, que teriam sido feitas com foco em revenda.

“Pagaram-se valores milionários como se fossem atletas prontos, não promessas. O absurdo está na contradição: investir pesado em jovens no mercado externo, ignorando a base mais vitoriosa do país, é rasgar a lógica que transformou o clube em referência”, diz um trecho do comunicado.

A torcida também destaca o meio-campista Lucas Evangelista como exceção entre os reforços, apontando que o jogador vinha justificando o investimento dentro de campo.

“Erro de conceito e estrutura”

O texto vai além da crítica esportiva e questiona a condução administrativa do Palmeiras, afirmando que os maus resultados de 2025 foram consequência de um planejamento equivocado.

“Os resultados de 2025 não foram obra do acaso. Eliminações e frustrações são consequências diretas de um planejamento conduzido por uma presidente que não entende de futebol, um treinador inconsequente e um diretor de futebol fraco.”

A Mancha Verde também menciona ex-presidentes do clube, como Paulo Nobre e Maurício Galiotte, elogiando a estrutura deixada por eles e afirmando que a atual gestão estaria “destruindo o trabalho feito nos últimos anos”.

Críticas individuais e apelo por mudanças

A parte final do comunicado traz críticas diretas aos principais nomes do futebol palmeirense:

  • Leila Pereira é acusada de buscar “notoriedade e reconhecimento público”, com a torcida afirmando que “seu dinheiro comprou tudo o que queria no clube”.
  • Anderson Barros é apontado como responsável por negociações “mal conduzidas” e por pagar valores considerados “absurdos” por jogadores que não corresponderam.
  • Abel Ferreira é cobrado por incoerência e falta de resultados: “O futebol que o time apresenta, pelo que foi gasto, não condiz com o salário que você recebe. No futebol, como na vida, um homem sem palavra é um homem sem caráter.”

A nota encerra pedindo “respeito ao torcedor” e exige um novo planejamento para 2026, “à altura da grandeza da Sociedade Esportiva Palmeiras”.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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