
O Manchester City chegou ao número que o Palmeiras exigia desde a primeira conversa, e a venda de Allan foi encaminhada na tarde desta segunda-feira, 24 de agosto. O acordo total caminha para ser fechado em 40 milhões de euros fixos, cerca de R$ 240 milhões na cotação atual — exatamente o mínimo estipulado pela diretoria alviverde quando as tratativas começaram.
Por cima do valor fixo, os ingleses ainda vão pagar bônus por metas, cujos gatilhos seguem em acerto entre as partes. Do lado do jogador não há mais pendência: Allan tem um contrato de longa duração à espera de assinatura na Premier League. O que falta agora é o trâmite — oficialização, exames e anúncio.
Por que a diretoria mudou de posição
O Palmeiras batia o pé e não queria negociar Allan nem qualquer outro titular no meio da temporada. Era uma orientação da presidente Leila Pereira, que priorizava manter o elenco inteiro com o clube vivo em três competições. Dois fatores viraram a chave: o desejo do próprio jogador de aceitar a proposta e o poder aquisitivo do City.
O roteiro não é inédito. Foi o mesmo caminho percorrido na saída do zagueiro Vitor Reis para o mesmo Manchester City, em 2025 — um precedente que o clube conhece bem e que já vinha sendo lembrado desde que o interesse inglês apareceu. Allan havia recusado investidas anteriores, e nos últimos meses Napoli, Newcastle e Aston Villa também sondaram o atacante sem avançar para uma proposta capaz de mover o Palmeiras.
Por que o City acelerou agora
A pressa inglesa tem endereço. O City vê em Allan o nome ideal para suprir a saída de Savinho, negociado com o Tottenham, e a vaga abriu antes do fim da janela. Foi essa sequência que fez o clube subir a oferta em vez de esperar o Palmeiras ceder — o que, até a manhã desta segunda, não estava acontecendo.
O que a operação resolve no caixa
O valor tem peso além do campo. O Palmeiras projetou faturar R$ 400 milhões com vendas de jogadores nesta temporada e, até agora, arrecadou cerca de R$ 100 milhões com essa receita. Sozinha, a negociação por Allan cobriria mais da metade do que falta para a meta.
É também mais um capítulo na lista de negociações milionárias construídas na base, tema que o portal mantém atualizado no ranking das maiores vendas do Palmeiras.
Quem o Palmeiras perde
Allan tem 22 anos e subiu ao profissional em janeiro de 2025, firmando-se como titular nesta temporada, na maioria das vezes atuando como ala pela direita. São 96 jogos oficiais pelo clube, com nove gols e 12 assistências; só em 2026, seis gols e cinco assistências em 41 partidas. Era titular absoluto e um dos nomes de confiança de Abel Ferreira.
A vaga no lado direito do ataque deve ficar com Jhon Arias. A saída no meio do calendário é o custo esportivo da conta: o Palmeiras lidera o Brasileirão, está nas quartas da Libertadores e enfrenta o Santos pela Copa do Brasil. Não à toa, o departamento de futebol já vinha mapeando alternativas para o setor antes de o desfecho aparecer.
O que acontece agora
Os próximos passos são a oficialização, os exames médicos e o anúncio. A janela de transferências fica aberta até o início de setembro, prazo suficiente para concluir a operação e ainda buscar uma reposição. Enquanto não houver assinatura, Allan continua à disposição de Abel Ferreira — foi o que o treinador fez no fim de semana, ao escalá-lo contra o Vasco mesmo com o negócio encaminhado, e é o cenário que vale para a ida das quartas contra o Santos, na quarta-feira.
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