
Em um time de guerreiros montado por Felipão, ele era o artista. Alexsandro de Souza, o Alex, foi a pincelada de genialidade que transformou um time copeiro em um esquadrão campeão da América.
Com uma inteligência ímpar e uma canhota mágica, o camisa 10 foi o maestro que regeu o Palmeiras em uma de suas maiores conquistas. Esta é a história do craque que, com passes, gols e uma visão de jogo celestial, se imortalizou no panteão alviverde.
A Chegada do Talento de Curitiba
Alex chegou ao Palmeiras em 1997, vindo do Coritiba, já como uma das maiores promessas do futebol brasileiro. Em meio a um elenco repleto de estrelas da Era Parmalat, ele rapidamente se firmou como o cérebro do time. Sua capacidade de encontrar espaços, seus lançamentos precisos e seus chutes potentes de canhota o tornaram o ponto de desequilíbrio da equipe.
O Maestro da Tríplice Coroa e da Glória Eterna
Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, Alex foi o líder técnico de um período mágico. Em 1998, foi fundamental nas conquistas da Copa do Brasil e da inédita Copa Mercosul. Mas foi na Libertadores do ano seguinte que ele entraria para a história.
O Gol Antológico contra o River Plate
A semifinal da Copa Libertadores de 1999 foi o palco da sua obra-prima. No jogo de volta, no Palestra Italia, o Palmeiras precisava vencer o gigante argentino. Alex não apenas marcou dois gols na vitória por 3 a 0, mas um deles foi uma pintura. Ele recebeu a bola na entrada da área, aplicou um chapéu humilhante no zagueiro e, sem deixar a bola cair, tocou com categoria na saída do goleiro. Um gol que é, até hoje, um dos mais bonitos e importantes da história do clube.
O Estilo de Jogo: A Inteligência Pura
Alex era a definição do camisa 10 clássico. Sua principal característica não era a velocidade, mas a inteligência. Ele via o jogo em uma rotação diferente, antecipando as jogadas e encontrando companheiros livres onde ninguém mais via. Seus passes eram verdadeiros lançamentos, e sua finalização de média e longa distância era uma arma letal. Ao lado de craques como Zinho, Paulo Nunes e São Marcos, formou a espinha dorsal do time campeão da América.
O Legado do Camisa 10 Genial
Alex teve duas passagens pelo Palmeiras, somando 243 jogos e 78 gols. Embora sua carreira tenha tido um sucesso estrondoso também no Cruzeiro e no Fenerbahçe, da Turquia, sua passagem pelo Verdão foi marcada pela conquista mais importante de sua carreira e do clube. Ele representa a genialidade, a inteligência e a classe. Um maestro que regeu nossa maior orquestra e que será para sempre um dos maiores e mais talentosos ídolos da nossa história.
Alex “O Maestro”
Alexsandro de Souza
- Posição: Meio-campista (Camisa 10)
- Períodos no Clube: 1997-2000 e 2001-2002
- Jogos Oficiais: 243
- Gols Marcados: 78
- Principais Títulos: Libertadores (1999), Copa do Brasil (1998), Copa Mercosul (1998), Rio-SP (2000).
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