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Copa do Brasil 2026

“O sistema dá o que você pedir”: Abel explica os três zagueiros

O treinador defendeu o formato que usa desde o início da temporada e lembrou que o jogo não acontece só com a bola nos pés.

Jhon Arias, Gustavo Gómez e Abel Ferreira
Jhon Arias, Gustavo Gómez e Abel Ferreira

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Jogo e jogadores citados no texto

A pergunta era objetiva: com a saída de Allan, o Palmeiras volta de vez à linha de quatro, ou os três zagueiros de agora foram só uma escolha pontual contra o Santos? Abel Ferreira respondeu tirando a discussão do desenho.

“O sistema é uma coisa estática, mas o jogo é dinâmico”, disse o treinador na coletiva depois do 3 a 0, no Nubank Parque. “O sistema é uma coisa que vocês olham no início do jogo — ah, está a três —, mas depois isto é dinâmico, isto roda.”

“O sistema dá-te o que tu lhe pedires dele”

Um sistema de três pode ser altamente ofensivo. Um sistema de quatro defesas pode ser altamente defensivo. O sistema dá-te o que tu lhe pedires dele.

Abel Ferreira

Ele explicou então por que gosta do formato com três zagueiros: “permite-me ter sete jogadores a poder atacar e ter sempre três a resguardar a linha defensiva”. E acrescentou que a linha de três pesa também na bola parada, onde “dá uma força tremenda” — o Palmeiras cobrou oito escanteios contra cinco do Santos.

O que ele viu na marcação do Santos

A escolha desta quarta, contou Abel, passou pelo adversário. “Nós sabíamos que o Santos fazia uma marcação individual com sobra. Era fundamental termos uma dinâmica que pudesse desposicionar essas marcações”, explicou, lembrando que times como o Cerro Porteño e o Fortaleza marcam de maneiras diferentes.

Foi nesse contexto que Jhon Arias apareceu aberto pela direita e Maurício por dentro. Para o treinador, o desenho respondeu: “fizemos um jogo consistente, com boas dinâmicas, tendo em conta as características do nosso adversário”.

“O jogo não funciona só quando nós temos bola”

O ponto que ele repetiu mais de uma vez foi esse: “é tão importante o momento que tu tens bola como é importante o momento que tu a perdes, o momento que o adversário te transita, os momentos de contra-ataque, os momentos de bola parada”.

A frase descreve o que os números do jogo mostram. O Palmeiras venceu com menos posse — 45,6% contra 54,4% do Santos — e ainda assim finalizou 20 vezes, contra sete do adversário. Carlos Miguel fez uma única defesa na partida.

“Não vou discutir sistemas com ninguém”

Abel deixou claro que não pretendia entrar em disputa com a imprensa sobre esquemas, e comparou com uma consulta médica: “eu não discuto com o médico o que é que o meu jogador que está constipado vai tomar. Não sou eu que sei”. E resumiu a régua com uma imagem: “cada um olha para onde quer. Posso olhar para o copo (…). Eu faço tudo aquilo que sinto que é o melhor para o Palmeiras”.

Foi na mesma resposta que ele lembrou a data: “o Palmeiras tem 112 anos de história”, disse, no dia em que o clube completou 112 anos.

O recado para os garotos da base

Outro trecho da coletiva foi dedicado ao caminho da base ao profissional. O exemplo da noite foi Heittor, que substituiu Vitor Roque aos 30 minutos do segundo tempo. “Tenho a certeza de que ele entrou hoje e estava todo cagadinho”, brincou o português. “Faz parte. É bom que ele entenda que a cobrança é grande, mas é assim que começa: aos pouquinhos, um bocadinho de cada vez. Hoje cinco minutos ali, mais 20 aqui.”

A ficha completa da partida, com escalações, substituições e estatísticas, está na página do jogo.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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