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Abel Ferreira desafia imprensa pós triunfo do Palmeiras

Abel Ferreira, em entrevista coletiva após Vasco 0 x 1 Palmeiras, pela 7ª rodada do Brasileirão 2025, na Arena BRB Mané Garrincha (Foto: Reprodução/TV Palmeiras/YouTube)
Abel Ferreira, em entrevista coletiva após Vasco 0 x 1 Palmeiras, pela 7ª rodada do Brasileirão 2025, na Arena BRB Mané Garrincha (Foto: Reprodução/TV Palmeiras/YouTube)

Líder do Brasileirão, o Palmeiras venceu seu 15º jogo fora de casa, na temporada, ao derrotar o Vasco, mandante em Brasília (DF). Após o triunfo, Abel Ferreira lançou desafio.

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Fora de casa, o Palmeiras venceu o Vasco com gol de Vitor Roque, marcado aos 15 minutos da etapa final, após saída errada de Hugo Moura que, pressionado por Richard Ríos, acabou deixando nos pés de Estêvão, quando o camisa 41 rolou para o companheiro anotar.

Abel Ferreira escalou o Palmeiras com os titulares Weverton; Giay, Bruno Fuchs, Gómez e Piquerez; Emiliano Martínez, Richard Ríos, Felipe Anderson; Facundo Torres, Estêvão e Vitor Roque, realizando cinco alterações no decorrer do segundo tempo.

No banco estavam Marcelo Lomba, Murilo, Mayke, Vanderlan, Aníbal Moreno, Maurício, Lucas Evangelista, Allan, Luighi, Paulinho e Raphael Veiga, que voltou a ser relacionado pelo técnico do Palmeiras após quase um mês afastado por lesão.

Mas o meio-campista permaneceu no banco durante os 90 minutos da vitória Alviverde por 1 a 0 sobre o Cruz-Maltino, neste domingo, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília (DF). Mas isso não significa que seu prestígio com Abel Ferreira tenha diminuído.

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GOL DE VITOR ROQUE | VASCO 0 X 1 PALMEIRAS | BRASILEIRÃO 2025

Na coletiva pós-jogo, o treinador fez questão de abrir o coração sobre o meia, fora de campo desde o dia 9 de abril, por luxação no ombro esquerdo sofrida quando, no Allianz Parque, Ríos garantiu a vitória do Palmeiras em cima do Cerro Porteño.

Abel Ferreira foi além e lançou um desafio aos jornalistas: “Façam o que ele fez nos últimos quatro, cinco anos. Me digam um jogador que tenha conseguido estar no Brasil, a nível de performance e rendimento, assistências e gols, como o Veiga nos últimos quatro anos.”

Ao fim da declaração, o próprio técnico respondeu: “Não tem. Não vão encontrar. Eu desafio vocês a isso.” Abel não se limitou apenas a elogiar o jogador, mas contextualizou a trajetória do meia no Palmeiras, onde está há oito anos.

O português relembrou o difícil início de Raphael Veiga no Verdão, contrastando com o protagonismo que assumiu posteriormente, dizendo: “No início foi duro para ele… Eu vi gente a queimar a camisa dele”, recordou o treinador.

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A ocorrência citada por Abel Ferreira aconteceu quando o técnico desembarcou no Brasil. “Em novembro de 2020, quando eu cheguei. Em 2021 e 2022, ele foi à seleção meia dúzia de vezes. No ano passado, era o meio-campista com mais gols no mundo.”

Quando questionado sobre como o meia poderia reagir se virasse reserva, Abel não hesitou em defender o atleta. Para o comandante do Palmeiras, eventuais oscilações são naturais na carreira de qualquer jogador.

“O futebol brasileiro não dá trégua a ninguém. Não há problema nenhum o Veiga ficar no banco, ficar fora e, quando jogar, voltar a nos ajudar”, avaliou o técnico após o triunfo Alviverde que fez o Palmeiras reassumir a liderança com derrota do Flamengo em BH.

O treinador explicou os bastidores da permanência de Veiga no Palmeiras, mesmo com propostas do exterior. Segundo o português, o “trabalho invisível” do atleta dentro do clube é o grande motivo para a diretoria nunca ter dado sinal verde para sua saída.

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“Talvez essa pausa [por lesão] seja boa para ele. Imaginem um treinador como eu, a sorte que é poder ter o Veiga no banco”, brincou, antes de revelar: “Ele é um capitão invisível. Já lhe dei a braçadeira duas ou três vezes”, disse o técnico do Palmeiras.

Na visão de Abel, Veiga cumpre papel fundamental fora dos gramados. “Talvez ele seja o jogador que mais ajuda os nossos jogadores a entenderem o que é o Palmeiras, a exigência do Palmeiras, a torcida do Palmeiras, o profissionalismo”, destacou.

“Talvez seja um dos jogadores que mais ajuda os mais jovens na integração. Talvez ele seja o jogador que mais ajuda os outros em prol dos objetivos coletivos. E eu, particularmente, valorizo muito isso”, disse Abel sobre a liderança de Veiga no Palmeiras.

Momentos de frustração do meio-campista com negativas da diretoria do Palmeiras às propostas que o clube recebeu para contratá-lo, especialmente quando estava na reserva, foram revelados pelo treinador palmeirense.

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“É por isso que não o deixamos nunca sair, mesmo vindo ofertas de fora e ele dizendo: ‘Mas eu estou aqui no banco!’. Mesmo estando no banco, o clube reconhece esse trabalho invisível”, explicou o treinador, elucidando a política de retenção de talentos do Palmeiras.

Abel encerrou sua defesa a Raphael Veiga com uma reflexão sobre os momentos de baixa: “Não somos obrigados a estar sempre a top porque ninguém consegue sempre tirar nota 10. É permitido ao jogador passar momentos em que as coisas não estão a sair.”

O Palmeiras, com a vitória construída graças ao gol de Vitor Roque, chegou aos 16 pontos no Brasileirão, mantendo o embalo após o tropeço contra o Bahia. Na próxima rodada, os comandados de Abel Ferreira enfrentam o São Paulo, em Barueri, no domingo (11).

Elenco e comissão técnica se reapresentaram na Academia de Futebol do Palmeiras, nesta segunda-feira, para iniciarem a preparação ao confronto de quarta-feira (7), às 21h30 (de Brasília), em Assunção, no Paraguai, contra o Cerro Porteño, pela Conmebol Libertadores.

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Sobre o autor

Jornalista formado, carrego o verde no coração e nas palavras. Especializado em cobrir o Palmeiras, transformo paixão em análises técnicas e narrativas profundas. Acompanho cada jogo, treino e bastidores do Verdão, trazendo conteúdo exclusivo e autêntico. Minha caneta honra a história centenária Alviverde, conectando torcedores às emoções do clube que move minha carreira.

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