
Abel Ferreira aproveitou a coletiva após a vitória sobre a LDU, na quarta-feira, para levantar um tema que não estava na pauta do jogo: a regra da CBF que impede um jogador com mais de doze partidas pela Série A por um clube de defender outro na mesma temporada.
O técnico disse que o Palmeiras tem nomes observados no mercado interno e esbarra na norma. “Eu queria buscar um jovem, tem três ou quatro jovens referenciados aqui, mas já fizeram mais de 10 jogos e não podemos buscar. Como isso existe?”, questionou.
Como impeço os clubes do futebol brasileiro a poder contratar dentro do Brasil criando uma regra dessas? Nós somos impedidos, não entendo essa regra.
“Aqui ninguém engana ninguém”
Antes de entrar no mérito, o português fez questão de desfazer a leitura de que estivesse cobrando a diretoria pela imprensa. “O treinador não passa recado a ninguém, porque tem via direta com o Barros e com a Leila, já nos conhecemos, aqui ninguém engana ninguém”, afirmou.
Ele também disse que gostaria de recorrer mais ao mercado nacional: “eu gostaria muito de buscar jogadores no futebol brasileiro”. A frase tem peso num ano em que o clube fez as contratações mais caras no exterior e viu sair nomes formados na base.
A pergunta que ele devolve
O trecho que resume a fala é uma pergunta sem resposta: “a responsabilidade é de quem?”. Para o treinador, a regra que deveria proteger a competição acaba fechando a porta do próprio mercado interno para os clubes brasileiros.
O Palmeiras volta a campo no sábado contra o São Paulo, pela 27ª rodada, e decide a vaga na semifinal da Libertadores em 16 de setembro, em Quito, com Gustavo Gómez suspenso.
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