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Futebol

Abel elogia o Cerro e crava: “O esforço não se negocia”

Técnico foi cumprimentar os paraguaios no fim do jogo, admitiu que o Palmeiras tem elenco muito superior e revelou o que pediu ao elenco antes da decisão.

Abel Ferreira concede coletiva após Palmeiras 1 x 1 Cruzeiro
Abel Ferreira concede coletiva após Palmeiras 1 x 1 Cruzeiro

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Jogo e jogadores citados no texto

Abel Ferreira fez questão de não sair da entrevista coletiva em Assunção sem falar do adversário. Depois da vitória por 1 a 0 que colocou o Palmeiras nas quartas de final da Libertadores 2026, o técnico contou que foi cumprimentar os jogadores do Cerro Porteño no fim da partida, admitiu que o Verdão tem elenco superior e disse se enxergar justamente naquilo que os paraguaios fizeram durante os quatro confrontos do ano.

“É nisto que eu me revejo”

O treinador reconheceu a diferença de talento entre os dois times, mas afirmou que a entrega do adversário é uma forma legítima de disputar o jogo — e a que ele mais valoriza.

“Não posso sair daqui sem falar do Cerro Porteño. No final, fui cumprimentá-los. Uma forma de ganhar é o que eles fizeram aqui e em todos os jogos contra nós”, disse. “Se compararmos o talento de uma equipe e de outra, não tem comparação. O Palmeiras é muito melhor, mas na luta, no esforço, também se ganha assim. Jogamos quatro vezes e foi sempre duro.”

É nisto que eu me revejo. O esforço não se negocia, é a base de tudo.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras

A conta confere: Palmeiras e Cerro Porteño se enfrentaram quatro vezes em 2026, entre fase de grupos e oitavas, e esta foi a única vitória alviverde no confronto. Os números dos encontros anteriores estão em o levantamento sobre o problema que o Cerro criou para o Verdão.

O que ele pediu aos jogadores antes do jogo

Na sequência, o português revelou a conversa que teve com o elenco no vestiário e explicou por que abriu mão de exigir o melhor futebol da equipe numa partida eliminatória fora de casa.

“Disse aos meus jogadores: se não formos tão bons ou melhores que eles naquilo em que eles são bons, não vamos passar esta eliminatória”, contou. “Nem sempre é possível jogar com full energy. Quando não há full energy, não vai haver full decisões, full cruzamento, full passe, full golos. Vai haver entregar o coração e a alma para servir o Palmeiras.”

E encerrou aprovando o que viu: “Foi isso que os nossos jogadores fizeram hoje. Parabéns para eles. Agora é recuperar, porque domingo há mais.”

O jogo confirmou o discurso

O que aconteceu em campo sustenta a leitura do treinador. O Palmeiras ficou com 43% da posse de bola, finalizou 13 vezes e acertou o alvo três — números de um time que abriu mão de controlar a partida. Em compensação, fez 31 cortes contra 21 do adversário e segurou sete minutos de acréscimo sob pressão, com Carlos Miguel salvando duas finalizações na reta final.

O gol da classificação, de Gustavo Gómez aos 41 do primeiro tempo, saiu de escanteio — o tipo de lance que combina com o discurso do esforço. A leitura completa do jogo está na análise sobre a escolha de abrir mão da bola.

Na mesma coletiva, Abel também desabafou sobre a cobrança no futebol e afirmou que o esporte “está doente”; as declarações estão em o desabafo do treinador após a classificação. O próximo compromisso do Palmeiras é contra o Vasco, no domingo, às 16h, no Nubank Parque, pela 24ª rodada do Brasileirão.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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