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Futebol Internacional

River Plate supera Palmeiras e Flamengo em gastos na América do Sul

O River Plate virou o maior comprador da América do Sul na janela que fechou na sexta-feira. O Palmeiras seguiu o caminho inverso: vendeu Allan ao Manchester City e encerrou o prazo sem repor a saída.

Leila Pereira concede entrevista
Leila Pereira concede entrevista

O River Plate fechou a janela de transferências que se encerrou na sexta-feira como o maior comprador do futebol sul-americano, à frente de Flamengo e Palmeiras. Foram 52,4 milhões de euros em contratações, num movimento que reposiciona o clube argentino como candidato a brigar de igual para igual com os brasileiros no continente.

O Palmeiras fez o contrário, e fez de propósito. Contratou o zagueiro Alexander Barboza por 3,4 milhões de euros e, no mesmo período, vendeu Allan ao Manchester City. Foi vendedor, não comprador.

Quem mais investiu na última janela sul-americana

  1. River Plate · € 52,4 milhões Maior comprador do continente. Trouxe Thiago Almada por 20 milhões de euros, a transferência mais cara da história do futebol argentino.
  2. Cruzeiro · € 23,8 milhões O clube brasileiro que mais gastou no período, com Luciano Rodríguez chegando por empréstimo do futebol saudita.
  3. Flamengo · € 13 milhões Gastou em Anthony Valencia e Joaquín Freitas. Em janeiro, havia comprado Lucas Paquetá por 42 milhões de euros.
  4. Palmeiras · € 3,4 milhões Apenas a contratação de Alexander Barboza, no período em que negociou Allan com o Manchester City.

O que o River comprou, e com que dinheiro

A lista de reforços do clube de Buenos Aires tem nome conhecido em quase todas as posições: além de Thiago Almada, chegaram Ángel Correa, Rafael Santos Borré, Nicolás Otamendi sem custo de transferência, Mauro Arambarri vindo do Getafe, Giovani González saindo do Krasnodar e Lucas Beltrán emprestado pela Fiorentina.

O gasto não veio do nada. O River declarou superávit superior a 35 milhões de euros em 2025 e fechou um acordo de cerca de 100 milhões de euros com a Live Nation para explorar eventos no estádio, cuja capacidade deve chegar a 101 mil lugares. É um modelo de receita própria sustentando a folha, não de dívida.

A política que o Palmeiras assumiu em público

Na mesma semana em que a janela fechou, num fórum do Confut Sudamericana, no Rio de Janeiro, a presidente Leila Pereira atacou justamente o oposto disso: clubes que gastam o que não têm e trocam de comando sem prestar contas. A fala não citava o mercado argentino, e sim o cenário brasileiro.

Falta credibilidade ao futebol brasileiro. Não quero citar clubes, entende? Clubes enormes, gigantes, completamente destroçados. Isso é um absurdo, é uma irresponsabilidade.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, em fórum do Confut Sudamericana, no Rio de Janeiro

Na prateleira de cima do mercado continental, o Palmeiras vem sendo o clube que vende. Endrick, Estêvão e agora Allan saíram para o futebol europeu em três janelas, e o clube encerrou o prazo sem contratar um substituto, apostando em quem já estava na casa.

A presidente avisou antes do prazo que ninguém mais chegaria, o que faz da janela vazia uma decisão, e não um recuo de última hora. Nas finanças do Palmeiras, a venda de jovens formados na Academia aparece como linha central de receita há várias temporadas.

O teste dos dois modelos é o campo, e ele vem logo. O Palmeiras decide a vaga na semifinal da Libertadores nesta quarta-feira, em Quito, contra a LDU, com 1 a 0 de vantagem construído no Nubank Parque.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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