
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, deu resposta direta a Luiz Eduardo Baptista, o BAP, do Flamengo, que continua tentando trazer prejuízos ao Verdão sobre gramado sintético.
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O Clube de Regatas do Flamengo continua sua saga de atrapalhar o Palmeiras que, nos últimos anos, tornou-se seu principal rival nacional, dado os embates e a qualidade da equipe Alviverde que tem disputado as principais competições de futebol de igual para igual contra o time da Gávea.
Agora, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, presidente do time da Gávea, voltou a investir contra o tipo de gramado utilizado pela clube de Parque Antarctica, sintético, na tentativa de proibir o material nos estádios do Brasil. É a segunda vez que o executivo sugere a reprovação de grama artificial no Campeonato Brasileiro.
Na primeira tentativa, Bap pediu a inclusão da discussão nos debates a respeito do flair play financeiro, durante o Summit CBF Academy 2025, evento realizado há duas semanas e que reuniu os principais executivos do futebol brasileiro e internacional para debater os desafios e tendências da gestão do esporte. No entanto, foi ignorado.
Desta vez, o Flamengo protocolou na CBF uma proposta que exige a padronização do tipo de gramado utilizado em todos os estádios do país, sugerindo o banimento de grama artificial, material usado no Allianz Parque pelo Palmeiras, na Arena MRV pelo Atlético-MG, na Arena da Baixada pelo Athletico-PR, e no Estádio Nilton Santos pelo Botafogo.
No documento entregue à Confederação Brasileira de Futebol, o Flamengo argumenta que a grama artificial “não oferece condições adequadas para um futebol de alto rendimento”, destacando que nas principais ligas da Europa e da América do Sul — além das Seleções que conquistaram Copas do Mundo — esse tipo de piso praticamente inexiste.
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O clube também sustenta que há estudos que associam a grama sintética a um risco maior de lesões e problemas físicos, além de alertar para a possibilidade de atletas de ponta evitarem atuar no Brasil devido à má qualidade dos gramados. Todavia, a FIFA não proíbe a instalação de grama artificial em todo o mundo.
Para evitar impactos aos clubes que já utilizam gramados sintéticos, a proposta prevê um prazo de transição até o fim de 2027 para a Série A e até 2028 para a Série B. A intenção é implementar padrões técnicos tanto para campos naturais quanto artificiais, como tipo de grama ou fibra, altura, densidade, camada de amortecimento e drenagem.
A resposta veio rápida da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, que afirmou não haver evidências científicas de que gramados sintéticos causem mais lesões, citando como exemplo o próprio Palmeiras que, desde 2020 usando grama artificial no Allianz Parque, figura entre os clubes da Série A com menor número de atletas lesionados.
Leila foi além e ressaltou que, se o Flamengo realmente se interessasse com a qualidade dos gramados no Brasil, deveria começar pelo qual utiliza, o do Maracanã. Para ela, a proposta tem viés de rivalidade e cada clube deveria ter liberdade para escolher o piso que entender adequado.
A mandatária ainda alfinetou o Rubro-Negro: “Se a atual gestão do Flamengo, comandada pelo presidente Bap, estivesse realmente preocupada com a qualidade dos gramados do Brasil, o campo do Maracanã não seria tão ruim quanto é. Aliás, o Flamengo, no dia em que tiver um estádio próprio, pode instalar nele o tipo de gramado que quiser.”
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