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Futebol

Patrocinador de rival, empresário admite sonho de presidir o Palmeiras

Entrada Sede Social do Palestra Italia/Allianz Parque (Foto: Fabio Menotti/Palmeiras)
Entrada Sede Social do Palestra Italia/Allianz Parque (Foto: Fabio Menotti/Palmeiras)

As eleições à futura presidência do Palmeiras só acontecerão em novembro de 2027, ano em que encerra-se o segundo mandado de Leila Pereira, que já tem sucessor pretenso.

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João Adibe Marques, CEO da Cimed – indústria farmacêutica brasileira entre as maiores do país -, não esconde o sentimento pelo Palmeiras, que vai além de patrocínio. Sendo torcedor Alviverde, o empresário admitiu que deseja se tornar presidente do clube, em entrevista concedida à Rádio Itatiaia.

Com 53 anos, Adibe é pai de cinco filhos e sócio do Alviverde. Sua empresa emprega mais de seis mil colaboradores e também patrocina o Cruzeiro, o que não impede o gestor de firmar parcerias com outro clube, como aconteceu recentemente, com a Cimed celebrando com o Palmeiras um acordo de R$ 57 milhões até dezembro de 2027.

O milionário ressaltou que esse foi apenas o primeiro passo em algo que pode se tornar maior: a pretensão ao cargo máximo do clube, sua presidência. Ele recordou que o Alviverde vivenciou transformações sob a presidência de Leila Pereira, a quem elogiou como “revolucionária na gestão do futebol brasileiro”.

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Adibe descreveu sua identidade esportiva de forma curiosa: “como pessoa física, palmeirense; pelo ‘CNPJ’, torcedor da Seleção Brasileira. Como mineiro, cruzeirense e como paulistano, palmeirense”. Essa pluralidade ilustra a complexidade de um executivo que transita entre diferentes clubes, embora o vínculo emocional maior seja declarado ao Palmeiras.

Se o empresário decidir, de fato, concorrer à presidência do Palmeiras, será a opção de um perfil empresarial forte, ligado a patrocínios, marketing e gestão corporativa. Por outro lado, essa movimentação evidencia quão estratégicos são os empresários no futebol, não só como investidores, mas como agentes com poder de liderança institucional.

Para o clube, isso significa que a próxima eleição presidencial pode ter nomes pouco tradicionais, talvez com foco mais na profissionalização e menos no tradicionalismo associativo. Apesar de todo o discurso, João Adibe ressalta que ainda está no campo da “possibilidade”. Ele reconhece que há muitos passos antes.

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Cristiano Gomes

Autor

Jornalista formado, carrego o verde no coração e nas palavras. Especializado em cobrir o Palmeiras, transformo paixão em análises técnicas e narrativas profundas. Acompanho cada jogo, treino e bastidores do Verdão, trazendo conteúdo exclusivo e autêntico. Minha caneta honra a história centenária Alviverde, conectando torcedores às emoções do clube que move minha carreira.

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